segunda-feira, 9 de julho de 2012

Pregar o evangelho do reino é uma comissão especial

À medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus (Mt 10:7)
Mt 3:2; 4:17
Em mensagens anteriores vimos que o Evangelho de Mateus apresenta pelo menos três ocasiões em que é enfatizado que o reino dos céus está próximo (Mt 3:2; 4:17; 10:7). Em cada um desses momentos, vemos que a vinda do reino está associada ao arrependimento e à pregação do evangelho. Por isso, quando lemos “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”, precisamos experimentar a realidade dessas palavras.
Pela misericórdia de Deus o evangelho do reino nos alcançou, trazendo-nos a revelação da necessidade de crescermos em vida. À medida que a vida de Deus cresce em nós, somos capacitados a perceber quando nossa natureza anímica se manifesta. Quanto mais recebemos a luz divina, mais somos conduzidos ao arrependimento e, por fim, nos deixamos ser purificados pelo fogo do Espírito.
Por isso buscamos viver no espírito, invocando o nome do Senhor e negando a nós mesmos. O resultado dessas práticas é um viver segundo a vontade de Deus, que nos prepara para o dia em que o reino dos céus irá se manifestar.
O Senhor também deseja nos enviar para pregar o evangelho do reino a todas as pessoas. Muitos cristãos conhecem somente o evangelho da graça, isto é, o que Cristo fez por eles na cruz. Cabe, portanto, àqueles que já tiveram a revelação do evangelho do reino essa comissão especial de anunciar a todos os homens que o reino está próximo.
Nesta semana veremos que, por um lado, Deus está trabalhando em nosso coração a fim de torná-lo uma boa terra. Por outro lado, Ele deseja que sejamos Seus semeadores. A Palavra de Deus nos mostra que a pregação do evangelho do reino, o evangelho da vida, é uma semente que devemos semear. Que o Senhor nos dispense mais de Sua graça e nos
aperfeiçoe nesse encargo de levar e semear a vida divina a todos. Amém! Fonte: Rádio árvore da vida

Alargar o coração para acolher as pessoas

Para vós outros, ó coríntios, abrem-se os nossos lábios, e alarga-se o nosso coração. Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos. Ora, como justa retribuição (falo-vos como a filhos), dilatai-vos também vós (2 Co 6:11-13)
Rm 16:23; 2 Co 6:11-12; 3 Jo 1:5
Atualmente, nossa necessidade é abandonar os antigos conceitos e a religiosidade, para dar prioridade ao evangelho do reino. Antes, tínhamos o hábito de convidar as pessoas para visitar os locais de reuniões das igrejas, mas hoje temos visto que a maneira mais eficaz de tornar o evangelho acessível a todos é por meio de um ambiente livre de qualquer formato anterior. Os lugares de oração e os bookafés são ambientes onde as pessoas podem se sentir à vontade para frequentar, ter acesso aos livros espirituais e até apresentar motivos de oração. Além disso, esses lugares são propícios para a pregação do evangelho do reino àqueles que já aceitaram o evangelho da graça (2 Co 6:11-12).
Tanto na obra do Senhor, como na vida da igreja devemos alargar o nosso coração para acolher todos os irmãos. Por exemplo, temos uma ótima oportunidade de servir à igreja quando exercitamos a hospitalidade em receber e hospedar os irmãos que vêm de outras cidades. A Bíblia mostra o exemplo de Gaio, um irmão que hospedou o apóstolo Paulo e também costumava hospedar toda a igreja (Rm 16:23). O apóstolo João, muito tempo depois, também foi servido pela hospedagem de Gaio (3 Jo 1:5).
Como vimos, o ministério da palavra e o ministério dos serviços precisam do apoio do ministério de ofertas de riquezas materiais. Por isso todos nós podemos e devemos ser ministros de riquezas materiais (2 Co 8:1-5). Cada uma dessas funções é igualmente importante diante de Deus. Quando exercitamos o dom de falar por Deus, servir à igreja e ofertar, também ganhamos a oportunidade de ser aperfeiçoados. Façamos isso enquanto é tempo, aproveitando as situações que nos preparam para reinar no mundo que há de vir. Fonte: Rádio árvore da vida

terça-feira, 26 de junho de 2012

O perigo da nova religião

Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha (Mt 12:30)
Mt 3:2; 9:14; Jo 3:22-24
Vimos que João Batista foi levantado por Deus para ser o precursor do Senhor Jesus e, após o surgimento Deste, ele deveria se desfazer de seus discípulos e seguir o Senhor. Precisamos estar vigilantes e buscar saber qual é nossa posição e função na obra do Senhor a fim de não tropeçarmos, mas prosseguirmos cumprindo toda a justiça de Deus.
João Batista abandonou todas as tradições e a religião de sua época para cumprir a função para a qual Deus o enviou: preparar o caminho do Senhor. A partir do momento em que Cristo surgiu, João deveria ter entregado seus discípulos a Ele e seguido Jesus. Em vez disso, ele manteve um grupo de discípulos, os quais, após sua morte, se uniram aos fariseus, formando uma nova religião.
João Batista abriu mão do templo, do ofício sacerdotal, das vestes sacerdotais, porém, quando seus seguidores aumentaram em número, ele não conseguiu entregá-los ao Senhor Jesus. O fato de manter um grupo de discípulos para si corrompeu seu encargo e sua utilidade para Deus. Seus seguidores ouviram sua pregação: “Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3:2). Como ele próprio não se arrependeu e não seguiu Jesus, seus discípulos não se uniram ao Rei do reino dos céus, mas, após a morte de João Batista, se uniram aos fariseus para contestar as práticas dos discípulos do Senhor (9:14).
Pelo fato de João Batista manter seus discípulos, o resultado foi o surgimento de uma nova religião. Havia até disputas entre eles e os discípulos de Jesus para ver quem batizava mais. Isso mostra que, em algum momento, João Batista deixou de ser o precursor do Senhor e se tornou um concorrente de Jesus (Jo 3:22-24). De fato, os homens mudam, por isso precisamos permanecer na presença do Senhor servindo-O no Espírito; dessa forma, seremos guardados de produzir nossos seguidores e sermos exaltados por eles.
Amados irmãos, jamais pensem que os irmãos que estão sob seu cuidado são seus discípulos. Manter esse tipo de influência sobre as pessoas é um grande risco, principalmente para aqueles que lideram nas igrejas. Ter um grupo de discípulos e ter uma obra à parte do Senhor é atitude de quem vive na alma. Quem vive no Espírito não produz seus seguidores, mas os entrega ao Senhor para segui-Lo. Fonte: rádio árvore da vida

O perigo de apegar-se à própria obra

Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho (1 Pe 5:2-3). Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos (Mt 23:8)
Mt 3:2, 11, 14-17; Jo 1:32-33; At 13:24
No início do Novo Testamento Deus enviou João Batista. Este veio como precursor do Senhor Jesus e tinha como objetivo preparar-Lhe o caminho, pregando a todo o povo de Israel o batismo de arrependimento (At 13:24). João descendia de uma família de sacerdotes, mas, em vez de servir no templo, usar vestes sacerdotais, alimentar-se das ofertas que cabiam aos sacerdotes e oficiar segundo a tradição daquela época, ele abandonou a velha religião e foi para o deserto. Lá usava veste de pelo de camelo, alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre e pregava: “Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3:2).
Deus o enviou para abrir caminho para o Senhor vir com Sua Palavra. Aqueles que se arrependiam, eram batizados por João no rio Jordão. Até o próprio Senhor Jesus foi a ele para ser batizado. João sabia que Jesus era aquele que haveria de vir: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (v. 11). As pessoas eram batizadas por João com água a fim de se preparar para receber o batismo Daquele que haveria de vir.
João Batista tinha muitos discípulos, mas, uma vez que o Senhor Jesus foi batizado e deu início ao Seu ministério, ele deveria seguir o Senhor e entregar-Lhe seus discípulos para que Este os batizasse com Espírito e eles se tornassem discípulos de Jesus. Entretanto, mesmo tendo clareza de sua função, sabendo que Jesus era o Cristo e tendo dito que não era digno nem de desatar-Lhe as sandálias, João manteve o seu grupo de discípulos e não O seguiu.
Jesus saiu da Galileia para o Jordão, a fim de que João O batizasse. “Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (v. 14). O Senhor Jesus, então, disse: “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu” (v. 15). Cumprir a justiça é fazer tudo de acordo com a vontade de Deus, ou seja, fazer tudo de acordo com o que Ele determinou.
A seguir, Jesus foi batizado por João, e, ao sair da água, eis que se Lhe abriram os céus, o Espírito de Deus desceu como pomba, vindo sobre Ele, e eis uma voz dos céus, que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (vs. 16-17).
João Batista testemunhou tudo isso (Jo 1:32-33), o que comprova que ele deveria ter seguido após Jesus para ser batizado com o Espírito e com fogo, mas não o fez. Mesmo depois que o Senhor Jesus foi batizado e iniciou Seu ministério João Batista continuou tendo discípulos que o seguiam. Embora tenha iniciado bem a sua obra, ao conquistar certa posição de destaque, não conseguiu se despojar dela quando Jesus chegou. Pelo contrário, apegou-se à sua própria obra, com seus discípulos, de maneira independente e contrária à vontade de Deus.
Isso é um alerta a todos nós e mostra o grande perigo que há ao ser, temporariamente, bem sucedido naquilo que nos foi confiado. Ninguém que serve ao Senhor deve agir como João Batista. Quando ajudam as pessoas, não devem fazer delas seus seguidores, mas devem entregá-las e direcioná-las ao Senhor.

sábado, 23 de junho de 2012

A importância do batismo com fogo

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provarvos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo (1 Pe 4:12)
1 Pe 1:6-7
Ontem vimos algumas experiências de Pedro com relação às impurezas de sua vida natural, manifestadas em suas opiniões. O que foi registrado a respeito dele tem tudo a ver conosco, pois nós, igualmente, precisamos ver quantas impurezas há em nossa alma e que precisam ser queimadas pelo fogo santificador do Espírito.
Todas as vezes em que nossa vida natural for exposta, precisamos nos voltar ao Senhor e nos arrepender. Embora Ele não esteja conosco fisicamente, como quando ajudou a Pedro, hoje o Senhor é o Espírito que habita em nosso interior e está pronto para nos batizar com fogo, isto é, queimar nossas impurezas (Mt 3:11).
No passado não prestamos atenção à necessidade de ser batizado com fogo, pois pensávamos que os sofrimentos físicos, as dores e as doenças nos serviam para negar a vida da alma. Todavia, pela experiência nossa e dos outros, percebemos que a vida da alma é muito forte, capaz de sobreviver a todas essas tribulações e permanecer intacta.
Somente quando estudamos as epístolas de Pedro é que entendemos que só há uma maneira de terminar com nossa vida da alma: colocá-la no fogo do Espírito assim como o ouro é depurado no fogo (1 Pe 1:6-7; 4:12).
Pedro, na verdade, usou as palavras de João Batista em Mateus 3:11, que falam que o Senhor Jesus batizaria com Espírito Santo “e” com fogo. Por meio das experiências de Pedro nos evangelhos e o que escreveu em sua epístola, ganhamos revelação sobre a função desse fogo: queimar e salvar-nos das impurezas da alma.
O Senhor Jesus não está mais fisicamente no nosso meio para falar a nós, como fazia com os discípulos, e nos advertir sobre o perigo de nosso ser natural e a necessidade de negá-lo. Também, ao sermos repreendidos pelos presbíteros da igreja ou por algum irmão, muitas vezes não somos tocados a ponto de negar nossa vida da alma, mas ficamos magoados ou até mesmo enraivecidos com eles, não percebendo que é o Senhor querendo nos ajudar a queimar as impurezas de nossa alma.
Todavia, uma vez que cremos no Senhor Jesus e fomos batizados com o Espírito, Ele veio habitar em nós e expor nossa vida da alma. Sempre que nos sentimos expostos e invocarmos o nome do Senhor, nos voltando ao espírito, sem nos justificar, conseguimos enxergar quem realmente somos e temos força para nos arrepender.
Os sofrimentos pelos quais o ser humano passa em sua vida – doenças, acidentes, perdas materiais – não são suficientes para queimar a vida da alma, pois, uma vez que a situação é resolvida, a vida natural ainda permanece como se nada tivesse acontecido. Mas, quando voluntariamente colocamos nossas opiniões, atitudes e ações da vida da alma no fogo do Espírito Santo, o Senhor encontra caminho para nos purificar de toda impureza.
Que possamos ouvir o Senhor Jesus como o Espírito em nosso espírito e atentar para a necessidade urgente de negarmos a nós mesmos. Assim como Pedro, sempre que nossa vida da alma for exposta pelas circunstâncias, vamos aproveitar essas situações para nos arrepender imediatamente e ser purificados pelo fogo do Espírito. Louvado seja o Senhor!  Fonte: rádio árvore da vida

A necessidade de queimar as impurezas da alma

Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu meditava, ateou-se o fogo; então, disse eu com a própria língua: Dá-me a conhecer, SENHOR, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade (Sl 39:3-4)
Mt 17:4-5, 24-27; 1 Pe 1:7
O Evangelho de Mateus 3:11 diz: “Ele vos batizará com Espírito Santo e com fogo”. Esse versículo não diz “ou” com fogo, mas “e” com fogo. No Espírito Santo há fogo para queimar as impurezas da alma.
A necessidade de queimar as impurezas da alma ficou evidente para nós na experiência de Pedro. Por ser muito forte em seu temperamento e cheio de opiniões naturais, o Senhor Jesus teve de expor sua vida da alma em várias situações, principalmente durante o tempo em que Pedro Lhe seguiu.
Certa vez, Pedro foi levado pelo Senhor ao monte da transfiguração, onde viu Moisés e Elias. Então seu impulso natural o levou a dizer: “Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias” (Mt 17:4).
Moisés tirou o povo de Israel do Egito, e Elias era profeta, que falava a Palavra de Deus no Antigo Testamento. Portanto ambos possuíam elevada posição para o povo de Israel e eram por eles venerados. Mas uma voz vinda do céu interrompeu o discurso de Pedro, dizendo: “Este é o meu Filho amado; a ele ouvi” (v. 5). Isso expôs a vida da alma de Pedro, que não deveria ter colocado o Senhor Jesus na mesma posição de Moisés e Elias.
Outra experiência de Pedro é relatada em Mateus 17:24-27: “Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto do templo e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti”. Pedro respondeu precipitadamente, sem primeiro consultar o Senhor. Então, para resolver o problema que criara, o Senhor o mandou buscar o valor do imposto na boca de um peixe que ainda iria pescar. Certamente, enquanto esperava pelo peixe, Pedro considerou o que havia feito e se arrependeu.
O Senhor Jesus aproveitava cada situação para expor a vida da alma de Pedro, com suas opiniões e “boas” sugestões, para que ele pudesse perceber quão terrível era sua vida natural, pois só assim ele iria negá-la.
Semelhantemente, hoje, Ele sempre vem expor a nossa vida da alma. Sua intenção é que, ao sermos iluminados, possamos nos arrepender, a fim de que as impurezas em nosso interior sejam queimadas pelo fogo do Espírito e sejamos mais puros do que o ouro depurado (1 Pe 1:7). Louvado seja o Senhor! fonte: rádio árvore da vida

domingo, 10 de junho de 2012

Dons, ministérios e operações (2)


Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério (2 Tm 4:5, 11b)
At 20:24; Rm 12:6-8; 1 Co 12:5, 12-27; 14:1-6, 12; Ef 4:7; Cl 4:17
Vimos que os dons são distribuídos pelo Espírito, os ministérios estão relacionados ao Senhor, e as operações estão ligadas a Deus. Efésios 4:7 nos diz que a graça é concedida segundo a medida do dom de Cristo. Isso mostra que a graça é acrescentada à medida que o dom é exercitado. Graça é Deus dando o Seu filho gratuitamente a nós. Em outras palavras, não necessitamos pagar preço algum ou nos esforçar, basta usar o dom para receber mais de Cristo. Ao usar o dom, Cristo é acrescentado.
Entre os dons mencionados em 1 Coríntios há dons miraculosos, tais como os dons de curar, operações de milagres, variedade de línguas e capacidade para interpretá-las, todavia devemos dar mais atenção aos dons que edificam a igreja (14:1-6, 12) como os que foram listados primeiramente por Paulo: a palavra da sabedoria, palavra do conhecimento, fé. Em Romanos 12:6-8 também são citados esses tipos de dons normais para o viver da igreja.
Quanto mais exercitarmos o dom, mais graça receberemos; quanto mais graça, mais Cristo, e, assim, pelo exercício contínuo do dom surge o ministério. Por exemplo, há sempre irmãos que tocam instrumentos musicais quando nos reunimos, são irmãos que têm o ministério da música. Mas, na verdade, todos nós podemos tocar algum instrumento, mesmo que seja fora de tom. Isto é, temos o dom de músico, mas para nos tornarmos ministros da música precisamos exercitar mais, então a graça será acrescentada, aprenderemos mais e estaremos prontos para tocar o instrumento no qual fomos aperfeiçoados.
O ministério está relacionado ao Senhor (1 Co 12:5). Uma vez que recebemos a vida de Deus, nos tornamos filhos de Deus, e membros do Corpo de Cristo. À medida que exercitamos nossos dons, mais Cristo nos é acrescentado como graça, e assim mais da vida divina é trabalhada em nós, constituindo os ministérios. Os ministérios que recebemos também crescem mediante o exercício: quanto mais experiência obtivermos na obra do Senhor, mais funções desempenharemos. Os versículos 12 a 27 comparam os ministérios com os membros do nosso corpo. Assim como os membros têm diferentes funções, os ministérios também são assim. Como membros do Corpo de Cristo precisamos cumprir fielmente o ministério que nos foi confiado para assim sermos mais úteis ao Senhor (At 20:24; Cl 4:17).
Se alguém deseja ter o ministério de oferta de riquezas materiais também precisa exercitar o dom que recebeu. Todos temos o dom de ofertar e, por isso, espontaneamente separamos os dízimos e ofertas regularmente; dessa forma exercitamos o nosso dom. De acordo com Efésios 4:7, quanto mais ofertarmos, maior será a proporção do dom de Cristo, pois receberemos mais graça. Assim nos tornamos ministros cooperando com Deus em Suas operações.
Primeira Coríntios 12:6 fala de operações ou funções: “Há diversidade nas operações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos”. Os dons e ministérios culminam em operações e funções. Isso é o que acontece na igreja: temos irmãos diáconos, presbíteros, cooperadores e outros são enviados como apóstolos. Quanto mais exercitarmos nossos dons de maneira fiel, mais úteis seremos ao Senhor.
Cada um de nós precisa ver a importância do exercício contínuo dos dons, ministérios e operações que nos foram concedidos pelo Senhor. Isso não deve ser apenas um conhecimento para nós, pois o Senhor necessita de filhos maduros em Sua obra para executar as funções e operações de Deus. Fonte: rádio árvore da vida