domingo, 29 de abril de 2012

O Senhor precisa de nós


Ide à aldeia fronteira e ali, ao entrardes, achareis preso um jumentinho que jamais homem algum montou; soltai-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar: Por que o soltais? Respondereis assim: Porque o Senhor precisa dele (Lc 19:30-31)
Gn 49:12; Mt 21:3, 7; Ef 4:23; 5:18
O evangelho de Deus são as boas-novas de Deus para nós. Ele não só apresenta a graça de Deus, isto é, aquilo que o Senhor Jesus fez por nós na cruz, morrendo em nosso lugar. Ele também traz aquilo que precisa ser feito em nós para podermos reinar com Cristo no mundo que há de vir. O evangelho de Deus é completo; por meio dele somos salvos em nosso espírito, mas também transformados em nossa alma. Por fim, essa salvação resultará na vinda do Rei do reino dos céus.
Como temos visto, se negarmos a nós mesmos, teremos grande utilidade para Deus. Ele precisa de nós. Ao entrar em Jerusalém o Senhor não o fez sozinho. O Rei de Israel e do reino dos céus entrou na cidade montado em um jumentinho. Essa figura do jumentinho que carrega o Senhor ilustra cada um de nós (Mt 21:3, 7). Conforme nossa alma é transformada pela vida divina, nos tornamos obedientes ao Senhor e podemos levá-Lo aonde Ele nos enviar.
Quanto mais desfrutamos do Espírito, mais nos alimentamos da vida de Deus. Assim, nossa natureza é mudada para sermos verdadeiramente úteis a Ele. À medida que nos enchemos do Espírito, deixamos de ser teimosos ou resistentes em mudar de opinião, nos tornando flexíveis e submissos à vontade Daquele que nos governa. Esse “metabolismo espiritual” pode ser comparado ao processo por que passam as células do nosso corpo, que num período de sete anos são totalmente substituídas por células novas. Precisamos nos esvaziar de nossos conceitos antigos e permitir que o Espírito renove nossa mente (Ef 4:23).
O sinal que evidencia estarmos cheios do Espírito é termos “os olhos cintilantes de vinho” (Gn 49:12). Quando nos enchemos do Espírito, a vida divina toma conta de nós a tal ponto que ficamos embriagados de alegria (Ef 5:18). Essa alegria nos dá disposição para nos consagrarmos mais ao Senhor a fim de fazermos Sua vontade. Nessa condição, o Senhor pode nos utilizar em Seu propósito.
Graças a Deus! Pelo evangelho de Deus, o pecador não somente se torna justo, como também uma pessoa obstinada e cheia de opiniões provenientes do ego é transformada em alguém simples, alegre e pronto para servir o Senhor. Que essa seja a experiência de cada um de nós, para apressarmos a vinda do Senhor! Fonte: rádio árvore da vida

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O crescimento de vida e a preparação para o reino

Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente (1 Pe 1:23). Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação (2:2)
João 3:5-7; 19:34; Rm1:4; 1 Jo 3:9
Graças a Deus, Ele não desistiu de nós! Por meio da obra do Senhor, o problema dos pecados foi resolvido, a justiça de Deus foi satisfeita e nós fomos poupados da morte. Portanto, na primeira etapa do evangelho, fomos salvos pela graça.
Em João 19:34 vemos que, após a morte do Senhor, Ele foi ferido. Nessa ocasião, não fluiu apenas sangue do seu lado, mas também água. Essa água representa a vida de Deus. Isso indica que, após sermos purificados pelo sangue, estamos qualificados a receber a vida de Deus. Receber a vida de Deus é nascer de novo.
Quando nascemos de novo, a semente da vida incorruptível de Deus é plantada em nosso espírito (1 Pe 1:23; 1 Jo 3:9). Ao germinar, essa semente ainda se encontra em um estágio inicial. É como se fosse um pequeno embrião implantado no útero de uma gestante. O embrião se desenvolve no ventre materno porque é suprido pelo organismo da mãe. Aos poucos, ele se torna um feto em formação e, ao final da gestação, já está completamente formado e preparado para nascer.
Após o nascimento, o bebê ainda precisa ser alimentado com o leite materno. Com o passar dos meses, recebe outros alimentos, até que ganha dentição, aprende a falar e a andar. Logo, a criança já cresceu e precisa ser alfabetizada em uma escola. Assim é a vida humana.
O mesmo ocorre quando recebemos a vida de Deus. Por meio do evangelho da graça, nossos pecados são perdoados e assumimos uma posição inicial ao receber a vida de Deus, nascendo de novo. Na igreja somos alimentados e supridos com o leite genuíno da Palavra de Deus (1 Pe 2:2). Aos poucos, a vida divina se desenvolve e, pelo exercício dos dons, recebemos mais graça. Conforme vamos crescendo, passamos a ser úteis para Deus, servindo à igreja e assumindo responsabilidades. Tudo isso faz parte da nossa preparação para o reino.
Por isso a segunda etapa do evangelho tem por objetivo a transformação da nossa alma pelo crescimento da vida de Deus. Em Romanos 1:4 lemos que Jesus Cristo, nosso Senhor, “foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos”.
A partir do momento em que somos salvos, nos tornamos filhos de Deus por meio do novo nascimento. Recebemos uma nova vida, que é um requisito para a entrada no reino de Deus (Jo 3:5-7). Agora essa vida precisa crescer e amadurecer. Por isso o Senhor nos deu a igreja, onde temos um ambiente favorável ao crescimento e amadurecimento da vida divina. Graças a Deus! Fonte: rádio árvore da vida

sábado, 21 de abril de 2012

Você está preparado?

Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta (Zc 9:9)
1 Rs 1:33; Mt 21:2-5; Jo 5:39; 2 Co 3:18
Para entrar em Jerusalém, o Senhor Jesus disse que precisava de um jumento e mandou buscar um que já estava preparado (Mt 21:2-3). Como vimos ontem, o jumento mencionado em Gênesis 49 foi transformado ao comer o fruto da vide. Sua dieta proporcionou transformação em seus dentes, que se tornaram brancos como leite, e seus olhos ficaram cintilantes.
A exemplo do jumento, que foi transformado pelo fato de comer somente uva, se quisermos ser transformados, precisaremos nos alimentar do fruto da árvore da vida, que é o próprio Senhor Jesus (Jo 15:1).
Hoje estamos num processo de transformação. À medida que buscamos o Senhor e ruminamos Sua Palavra, “somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2 Co 3:18). Precisamos nos alimentar constantemente do Senhor, para que, quando Ele precisar de nós, estejamos preparados. Você está preparado? Se estiver, o Senhor vai dizer: “Eu preciso de você”. Alguns talvez ainda não estejam preparados, mas estão no processo de transformação. Louvado seja o Senhor!
Em Mateus 21, vemos que o fato de Jesus mandar buscar aquele jumento preparado “aconteceu para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta: Dizei à filha de Sião: Eis aí te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de animal de carga” (vs. 4-5). Indo os discípulos e tendo feito como Jesus lhes ordenara, trouxeram a jumenta e o jumentinho. Então puseram em cima deles as suas vestes, e sobre elas Jesus montou.
Quando Jesus entrou em Jerusalém, Ele não montou numa mula ou num cavalo, animais mais imponentes, como fizeram Davi e Salomão quando se tornaram reis (1 Rs 1:33). Quando entrou em Jerusalém, Jesus foi aclamado pela multidão. Por ser humilde e manso, escolheu um jumento, um animal desprezado pelos homens, mas que fora transformado para servi-Lo. Fonte: rádio árvore da vida

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Alimentar-se das palavras saudáveis

Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá (Jo 6:57). As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida (v. 63b)
Nm 21:5; Jo 6:63; 15:1, 5; Hb 5:6; 7:1-2; Ap 5:5
Em Apocalipse nos é dito que João viu, na mão direita Daquele que estava sentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos. Todavia não se achava ninguém digno de abrir o livro e desatar os selos, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra. Aquele quadro entristeceu João, que chorava muito. “Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (5:5). Tanto o leão quanto Davi estão relacionados à realeza (Mt 1:1).
O Senhor Jesus é o Leão da tribo de Judá e a Raiz do rei Davi. Somente Ele, como o descendente de Davi, foi achado digno de abrir o livro e desatar os selos, os mistérios do Novo Testamento. Esse Leão é o mesmo referido na profecia de Gênesis 49: “Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti. Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos” (vs. 8-10).
Como vimos em séries anteriores do Alimento Diário, o cetro e o bastão são símbolos de autoridade real e nobreza. O termo Siló, significa paz. O livro de Hebreus revela que o Senhor Jesus é sumo sacerdote da ordem de Melquisedeque, e este é o rei de Salém, que significa paz. Ele é também o rei de justiça (cf. Hb 5:6; 7:1-2).
Assim como ocorreu com Judá, que amarrou seu jumentinho à vide e o filho da sua jumenta à videira mais excelente (Gn 49:11), o Senhor Jesus, mesmo sendo rei, precisou de um jumentinho preparado, que estava “amarrado”, para ser introduzido em Jerusalém.
Amarrar o jumento à videira significa restringi-lo em sua dieta para que coma apenas uva. Sabemos que o jumento costuma se alimentar de qualquer coisa que encontra no caminho e muitas vezes come coisas não muito saudáveis, diferente dos cavalos e bois, que habitualmente procuram um tipo de pasto de melhor qualidade.
Isso pode ser aplicado a nós. Comer do fruto da videira ou comer uvas está relacionado com alimentar-nos de palavras saudáveis, que nos suprem vida. Antes de sermos salvos, nossa alimentação espiritual não era boa. Após sermos introduzidos na igreja, “fomos amarrados à videira mais excelente”, onde nos alimentamos de Cristo (Jo 6:57; 15:1). Quanto mais um cristão se alimenta das palavras do Senhor, que são espírito e vida, mais ele se dá conta de que esse fruto é muito melhor do que qualquer outro alimento.
Alguns, entretanto, depois de provar e ser supridos abundantemente pela vida do Senhor, se deixam levar pelos desejos da vida da alma. Esta facilmente se enfastia de comer a mesma coisa, assim como o povo de Israel se enfadou do maná durante a peregrinação no deserto (Nm 21:5).
Aqueles que vivem pela vida da alma, quando ouvem falar somente de “espírito e vida”, ficam aborrecidos. Porém o próprio Senhor disse que “o espírito é o que vivifica” e que “as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (Jo 6:63).
Graças ao Senhor, por estarmos na igreja, atados à videira verdadeira. Essa é a salvação do Senhor para nós. Que sejamos fiéis em nossa dieta de comer apenas “uva”, ou seja, as palavras cheias de vida do Senhor. Aleluia! Fonte: rádio árvore da vida

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A determinação do Senhor em ir para Jerusalém


E aconteceu que, ao se completarem os dias em que devia ele ser assunto ao céu, manifestou, no semblante, a intrépida resolução de ir para Jerusalém (Lc 9:51).
Mt 16:21-23; Jo 12:24: Rm 7:13
Quando o Senhor Jesus expressou pela primeira vez o desejo de ir para Jerusalém, Pedro tentou impedi-Lo (Mt 16:21). A atitude de Pedro se devia ao fato de ele amar o Senhor como Seu mestre. Ele não queria que o Senhor sofresse nas mãos dos principais sacerdotes e escribas, fosse condenado e morto; por isso, chamando-O à parte, começou a reprová-Lo dizendo: “Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá” (v. 22).
Pedro tinha um bom coração, e, embora sua intenção fosse preservar a vida do Senhor, suas palavras eram provenientes do lado bom de sua vida da alma. Como sabemos, Satanás também se aproveita dessas “boas intenções” para tentar impedir Deus de cumprir Sua vontade. O Senhor, porém, discerniu a origem das palavras de Pedro e, voltando-se, disse-lhe: “Arreda, Satanás!” (v. 23).
Satanás, o inimigo de Deus, intentou fazer com que Jesus não fosse a Jerusalém porque sabia que aquela era a vontade de Deus. Ele sabia que, se Jesus morresse, produziria muitos filhos (Jo 12:24).
A exemplo do que ocorreu com Pedro, precisamos aprender a seguinte lição: quando vivemos pela vida da alma, damos chance para sermos usados por Satanás e, com isso, impedimos o cumprimento da vontade de Deus em nossa vida. Devemos atentar para o perigo que se esconde em nossas boas intenções, opiniões, costumes etc. (Rm 7:13).
Com a ida do Senhor Jesus para Jerusalém e Sua posterior morte, o problema dos pecados do homem, bem como seu velho homem, seriam solucionados na cruz. Além disso, a morte do Senhor traria vida ao homem (Ef 2:1). Todavia, se o Senhor não fosse até a cruz, o nosso velho homem ainda estaria totalmente vivo; se não derramasse Seu sangue na cruz por nós, os pecados ainda estariam em nós. Se Ele não fosse crucificado e traspassado, não liberaria a água que saiu de Seu lado, que representa a vida divina dispensada para nos gerar.
Por saber dos benefícios que a ida do Senhor Jesus a Jerusalém traria ao homem, Satanás, com sua astúcia, tentou impedi-Lo por meio do lado bom da alma de Pedro. O Senhor não repreendeu Pedro, como se pedisse licença para fazê-lo: “Pedro, retira-te daqui”. O Senhor sabia que as palavras de Pedro eram obra de Satanás, usando a boa parte do ser natural de Pedro, para tentar impedi-Lo de ir até a cruz.
O lado mau de nosso ser natural é facilmente percebido e rejeitado. No entanto o lado bom é quase imperceptível, e, por essa razão, Satanás, constantemente, faz uso dele. Por vezes, nossa atitude se assemelha muito à de Pedro quando expressou compaixão dizendo: “Ó Senhor, tem misericórdia de Ti mesmo. Você não vai ser crucificado porque não merece! Você é meu mestre, eu não vou permitir que isso aconteça”.
O Senhor Jesus, porém, estava determinado a ir para Jerusalém porque sabia que aquela era a vontade de Deus. Mesmo sabendo que Sua ida Lhe custaria muito sofrimento por parte dos anciãos, principais sacerdotes e escribas, Ele não recuou. Além disso, Ele sabia que seria crucificado e morto; mesmo assim, não desistiu, mas prosseguiu resoluto em cumprir a vontade do Pai. Louvado seja o Senhor por Sua determinação, pois ela resultou no perdão de nossos pecados, o fim do velho homem e o recebimento da vida de Deus por todos os que Nele creem. Que sejamos resolutos como o Senhor em cumprir a vontade de Deus. fonte: rádio árvore da vida

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O galardão dos que seguem o Senhor

Todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna (Mt 19:29)
Mt 6:33; 19:28; Rm 10:13; Ef 2:1; Fp 2:12
Louvado seja o Senhor! Ele nos deu vida, e nosso espírito foi salvo quando cremos Nele, invocando Seu nome (Rm 10:13; Ef 2:1). Após recebermos Sua vida, devemos prosseguir invocando o nome do Senhor para que ela alcance também a nossa alma. Não podemos nos considerar satisfeitos apenas com a salvação do espírito, pois a Palavra nos mostra a necessidade de desenvolvermos nossa salvação (Fp 2:12).
Para desenvolver a salvação, seguindo o Senhor, precisamos negar a nós mesmos. A vida da alma é o resultado do engano e da influência maligna da serpente sobre a mulher (2 Co 11:3). Por isso ela é uma barreira para nós mesmos, para o mover de Deus e para os irmãos avançarem em seu viver de igreja. Devemos estar dispostos a eliminá-la todas as vezes em que ela se manifestar. Isso é tomar a cruz.
Pode ser que no início de nossa consagração e serviço ao Senhor estivéssemos realmente dispostos a negar a nós mesmos e tomar a cruz, vivendo e andando no espírito. Porém, com o passar do tempo, a vida da alma possivelmente abafou o espírito, e, em razão disso, surgiram problemas com outros irmãos no serviço ao Senhor, na igreja. Por essa razão, precisamos sempre ser lembrados da necessidade de negar a nós mesmos para seguir o Senhor.
Além disso, conforme a determinação do Senhor, todos aqueles que O seguem receberão o galardão no mundo vindouro. Em Mateus 19:28 lemos que, na regeneração, o Filho do Homem premiará aqueles que O tiverem seguido. Esse tempo, chamado “regeneração”, se refere à época em que já teremos nossa alma permeada com a vida de Deus que está em nosso espírito. Essa é a nossa meta, nosso objetivo na prática da igreja.
O galardão mencionado no versículo 28 é assim descrito: “Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel”. Essa palavra foi dirigida aos judeus daquela época, por isso é uma tipologia do reino dos céus. No Novo Testamento, o reino dos céus se refere ao mundo que há de vir, cujo governo não será entregue pelo Senhor a anjos, mas a homens (Hb 2:5).
Se quisermos ser pessoas capacitadas a reinar com o Senhor, busquemos em primeiro lugar o Seu reino e a Sua justiça (Mt 6:33). Essa é a condição para ganhar o galardão: dar prioridade ao reino dos céus, fazendo a vontade de Deus na terra: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (19:29). fonte: rádio árvore da vida

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A principal eficácia da cruz

Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos (Rm 6:6)
Jo 14:26; 19: 25-26; 33-34; Rm 6:6
A eficácia da morte do Senhor na cruz não foi apenas nos perdoar os pecados, mas eliminar a vida da alma, também chamada de velho homem (Rm 6:6). Essa é a principal função da cruz: eliminar o nosso ego. Como temos visto, por um lado o ego é o nosso eu; por outro, são nossas próprias opiniões. Nenhum desses aspectos serve para fazer a vontade de Deus.
Após a morte do Senhor Jesus, o sangue foi derramado para propiciar o perdão dos pecados, e a água foi vertida, dispensando a vida de Deus para nos gerar. João percebeu esses dois aspectos da crucificação porque estava bem próximo da cruz (Jo 19:25-26). Ele também notou a ordem dos acontecimentos: no primeiro momento, o Senhor Jesus morreu; depois, o seu lado foi aberto, de onde fluiu sangue e água (vs. 33-34).
No passado tínhamos um conceito tradicional sobre isso: pensávamos que o Senhor Jesus derramara todo o Seu sangue antes de morrer. Porém, pela descrição atenta de João, que presenciou os fatos de perto, notamos que primeiro houve a morte do Senhor; depois, o derramamento de sangue e água. Na morte do Senhor, nosso velho homem foi crucificado, ou seja, a fonte dos nossos problemas, que é a vida da alma, foi crucificada para dar lugar ao novo homem (Rm 6:6). O problema dos pecados foi resolvido somente depois, pelo derramamento do sangue. O mesmo ocorreu com a geração da igreja, que veio do fluir da vida, ou seja, da água vertida do lado do Senhor.
Assim, vemos que, na crucificação e na morte do Senhor, a prioridade foi eliminar a vida da alma. Conforme o Evangelho de João, a primeira eficácia da crucificação é eliminar o nosso ego. Também é importante a solução dos problemas dos pecados, mas isso aconteceu depois. Pelos escritos de João, registrados muitos anos após os acontecimentos, o Espírito fez lembrar a intenção de Deus implícita na ordem desses fatos e nos revelou essa palavra (Jo 14:26). Logo, aos olhos de Deus, os problemas causados pela vida da alma são mais graves que os problemas oriundos dos pecados.
O apóstolo João foi útil à obra de Deus no final de sua vida, porque na juventude acompanhou o Senhor Jesus de perto, e, na maturidade, o Espírito lhe revelou muitas coisas acerca do plano de Deus. Durante os vinte anos do exílio de João, ele recebeu revelação por parte do Espírito Santo, sendo lembrado de todas as palavras que o Senhor Jesus havia dito. Depois de sua libertação, João foi enviado para a igreja em Éfeso, a quem prestou grande ajuda por ministrar aos irmãos Espírito e vida.
O Espírito Santo utilizou João de uma maneira nova, não só em seu serviço à igreja em Éfeso, mas também por meio de seu evangelho e epístolas. Devemos dar especial atenção às palavras registradas por João, pois, por meio delas, o Espírito também deseja nos falar.
Fonte: radio árvore da vida