segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A causa e solução dos problemas



A presença de Deus na vida de um casal não pode ser algo temporário, apenas por um momento, apenas enquanto se está nas reuniões ou quando a Bíblia está sendo lida.
Um casal passar por problemas não é algo estranho. Acreditamos que não há nenhum casal que não tenha enfrentado momentos difíceis, que não tenha experimentado algum tipo de dissabor ou atrito. Mesmo assim muitos casais se desesperam. Quando os problemas saem de uma esfera
menor de gravidade para patamares mais perigosos, isto é, em que o próprio casamento fica  comprometido, aqueles que consideram e honram o casamento fazem qualquer coisa para resolver a situação. Alguns buscam aconselhar-se com amigos, outros lêem livros de auto-ajuda e, ainda outros buscam acessória com psicólogos e psicoterapeutas.
Há algo que os casais precisam perceber: que buscar uma solução para os problemas não é verdadeiramente a saída. Resolver problemas conjugais pode ser assemelhado com a atitude da mãe em dar remédio para baixar a febre do filho. De que adianta a febre ir embora e a causa da febre permanecer? Toda mãe deveria perguntar: “Porque meu filho teve febre? Os casais devem preocupar-se mais em saber a origem dos problemas do que procurar resolver os problemas em si.
É bem provável que muitos casais continuarão a passar por problemas até a volta do Senhor. Os problemas na vida conjugal nos auxiliam a ver que somos frágeis e necessitados. Melhor do que fazer careação para saber quem está certo ou quem está errado, é buscar a Deus com o mesmo desespero que corça busca a correte das águas (Salmo 42:1).
Nosso verdadeiro problema não são as coisas que nos afligem: brigas, desentendimento e falta de harmonia. Nosso problema é outro: é a falta da presença de Deus. Todos os problemas conjugais desaparecem quando nosso lar se torna a morada de Deus e o casal vive em Sua constante presença.
“Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte e aos teus tabernáculos” (Salmo 43:3).Fonte: rádio árvore da vida


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Carta de Watchman Nee



Carta que teve o objetivo de ajudar as igrejas em Hong Kong e em Cantão
*Ao Compilador (*)*
10 de março de 1950.
Caro irmão Weigh,
Desde longa data venho pensando em escrever-lhe, todavia posterguei fazê-lo uma vez que minhas idéias não estavam amadurecidas o suficiente para tal. Creio, porém ser agora ocasião oportuna. Espero que você humildemente leve isto diante do Senhor.
Receio que as dificuldades das igrejas em Hong Kong e em Cantão serão tremendamente grandes, a saber: a) as dificuldades entre os cooperadores e b) as dificuldades na igreja. Espero que o que abaixo direi, possa, mediante a graça do Senhor, ajudar a modificar a situação nestas duas igrejas.
  1. Aqueles que são líderes precisam aprender a amar os outros, a pensar no bem deles, a ter cuidado por eles, a negarem-se a si próprios por causa deles e a dar a eles tudo o que têm. Se alguém não consegue negar-se a si próprio em benefício dos outros, ser-lhe-á impossível conduzir as pessoas pela vereda espiritual. Aprenda a dar aos outros o que você tem, ainda que se sinta como se nada tivesse. Então o Senhor começará a derramar-lhe a Sua bênção.
  2. A força interior de um obreiro deveria equiparar-se à sua obra exterior. Esforços em demasia, avanços desnecessários, inquietações, estreitezas, tensões, falta de transbordar, planos humanos e avanços na frente do Senhor, são todas coisas que não devem ocorrer. Se alguém está cheio de abundância em seu interior, tudo o que emana dele é como o fluir de uma corrente de águas, e não existem esforços demasiados de sua parte. É preciso ser de fato um homem espiritual, e não meramente se comportar como um.
  3. Aprenda a ouvir outros, ao fazer a sua obra. O ensinamento de Atos 15 consiste no ouvir, isto é, ouvir os pontos de vista de todos os irmãos porque o Espírito Santo poderá falar por meio deles. Seja cuidadoso, pois ao recusar ouvir a voz dos irmãos, você poderá estar deixando de ouvir a voz do Espírito Santo. Todos os cooperadores e presbíteros devem sentar-se para ouvi-los. Dê a eles oportunidades ilimitadas de falar. Seja gentil, seja alguém quebrantado e esteja pronto para ouvir.
  4. O problema de muitas pessoas é não estarem quebrantadas. Pode ser que tenham ouvido a respeito do ser "quebrantado", porém o significado disto lhes foge. Se alguém está quebrantado, não tentará chegar às suas próprias decisões no que toca às questões importantes ou aos ensinamentos, não dirá que é capaz de compreender as pessoas ou de fazer coisas, não ousará tomar para si a autoridade ou impor a sua própria autoridade sobre os outros, nem aventurar-se-á a criticar os irmãos ou a tratá-los com presunção. Um irmão quebrantado não tentará autodefender-se nem se remoer por algo que ficou para trás.
  5. Não deve haver nas reuniões nenhuma tensão, tampouco na igreja. Com respeito às coisas da igreja, aprenda a não fazer tudo você mesmo. Distribua as tarefas entre os outros e leve-os a aprender a usar a sua própria discrição ao tomar as decisões. Em primeiro lugar, você deve expor-lhes resumidamente os princípios fundamentais a seguirem e depois se certificar de que agiram de acordo. Evite também aparecer demais nas reuniões, caso contrário os irmãos poderão ter a sensação de que você está fazendo tudo sozinho. Aprenda a depositar confiança nos irmãos e a distribuí-la entre eles.
  6. O Espírito de Deus não pode ser coagido na igreja. Você tem que ser submisso a Ele, pois, caso contrário, quando Ele cessar de ungi-lo, a igreja se sentirá cansada ou até mesmo enfadada. Se o seu espírito estiver forte, ele alcançará e tomará a audiência em dez minutos; se estiver fraco, não adiantará gritar palavras estrondosas ou gastar um tempo mais longo, o que, inclusive, poderá ser prejudicial.
  7. Ao liberar uma mensagem, não a faça demasiadamente longa ou trabalhada caso contrário, o espírito dos santos tenderá a sentir-se enfadado. Não inclua pensamentos superficiais ou afirmações rasteiras no conteúdo da sua mensagem; evite exemplos infantis, bem como raciocínios passíveis de serem considerados pelas pessoas como infantis. Aprenda a concluir a liberação do âmago da mensagem dentro de um período de meia hora. Não imagine que, o fato de estar apreciando a sua própria mensagem, significa que as suas palavras são necessariamente de Deus.
  8. Uma tentação com que freqüentemente nos deparamos numa reunião de oração é querer liberar uma mensagem ou falar por tempo demasiado. Uma reunião de oração deve ser consagrada à oração; muito falatório levará à sensação de sentir-se lesado, com o que a reunião se tornará um fracasso.
  9. A obra em Kuling, Fukien, em 1948, foi um caso excepcional. Os obreiros precisam aprender muito antes de assumirem uma posição onde tenham de lidar com problemas ou com pessoas. Com um aprendizado inadequado, um conhecimento insuficiente, um quebrantamento incompleto e um juízo indigno de confiança, seremos incompetentes para lidar com os outros. Não tire conclusões precipitadas; mesmo quando se estás prestes a fazer algo, deve-se fazê-lo com temor e tremor. Não trate com leviandade as coisas espirituais. Pondere-as no coração.
  10. Aprenda a não confiar unicamente nos seus próprios juízos. O que se considera correto pode não sê-lo; o que se considera errado, do mesmo modo pode não sê-lo. Se alguém está determinado a aprender com humildade, levará pelo menos alguns poucos anos para terminar de fazê-lo. Portanto, por ora, você não deve confiar demasiadamente em si mesmo ou estar muito seguro a respeito do seu modo de pensar.
  11. É perigoso às pessoas na igreja seguirem as suas decisões antes de você ter atingido o estado de maturidade. O Senhor operará em você para tratar com os seus pensamentos e para quebrantá-lo antes que você possa compreender a vontade de Deus e ser, então, a Sua autoridade. A autoridade baseia-se no conhecimento da vontade de Deus. Onde não esteja manifestada a vontade e o propósito de Deus, não há autoridade.
  12. A capacidade de um servo de Deus deve ser constantemente expandida por Ele. Penso que Ele está fazendo isto atualmente; não é preciso que você olhe para dentro de si, já que isto o levaria a sentir-se desanimado. Pode ser que Deus deseje que você assuma a responsabilidade da liderança. Quanto à obra em Hong Kong, é possível que alguns irmãos venham a sentir-se impelidos a juntar-se a ela. Creio que devemos descansar quanto a esta questão.
No Senhor, Nee To-Sheng (Watchman Nee)
(*) K. H. Weigh, compilador de / O Testemunho de Watchman Nee – Um Testemunho Único. Fonte: Rádio árvore da vi


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A cooperação de João em sua maturidade


Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade (3 Jo 4)
At 19:8-10; 20:31; 1 Tm 1:3-4; Ap 1:10; 4:2; 17:3; 21:10
Durante sua terceira viagem missionária, Paulo passou por Éfeso. Ali, durante três meses, Ele tentou convencer os religiosos da cidade a acreditar no reino de Deus; depois, discorreu durante dois anos na escola de Tirano (At 19:8-10). Quando uma pessoa tenta convencer outra com argumentos, isso produz discussões, que não as ajudam a ter a mente no espírito, e sim em suas razões. Provavelmente, sem perceber, tentando persuadir as pessoas, Paulo introduziu os irmãos de Éfeso na esfera anímica.
Quando Paulo deixou Timóteo em Éfeso, ele o fez porque viu que os irmãos estavam ensinando outra doutrina e se ocupavam com fábulas e genealogias sem fim; coisas da esfera da alma que só promoviam discussões e não o propósito de Deus na fé (1 Tm 1:3-4). Embora Éfeso signifique desejável, a condição da igreja ali estava longe de ser desejável. Mas, louvado seja o Senhor, há esperança para todas as igrejas.
Durante a perseguição do império romano, Pedro foi morto porque era um dos principais líderes da igreja. João, porque fora considerado somente cúmplice de Pedro, foi condenado à prisão no exílio (Ap 1:9). Ele ficou exilado em Patmos por vinte anos e nesse período permaneceu no espírito (Ap 1:10; 4:2; 17:3; 21:10). O Espírito da realidade, que é comparado à unção (Jo 14:16-17; 1 Jo 2:20,27), o lembrou de tudo o que Senhor Jesus lhe havia falado ao longo dos três anos e meio em que esteve com Ele (Jo 14:26).
Quando saiu da prisão, João foi para Éfeso. Ministrando Espírito e vida, ele tirou a igreja da esfera doutrinária e de degradação, e a conduziu a praticar a Palavra do Senhor. Dessa maneira, viram onde haviam caído, arrependeram-se, voltaram à prática das primeiras obras e foram restaurados ao amor do princípio.
Por meio da ajuda que receberam do ministério do apóstolo João em sua maturidade, a igreja em Éfeso de fato mudou, a ponto de se tomar o centro da obra do ministério ulterior de João (3 Jo). Eles aprenderam a usar o espírito para gerar as transformações necessárias na igreja. Os irmãos começaram a negar a vida da alma, a viver no primeiro amor, na vida divina, e a sair para a expansão do evangelho por causa do nome do Senhor Jesus (v. 7).

Graças ao Senhor, por causa do labor do apóstolo João naquela "terra", a igreja em Éfeso se tomou desejável. A igreja se encheu de vida e passou a produzir frutos a cem, a sessenta  Fonte: rádio árvore da vida

Recuperar o amor do princípio


Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus (Ap 2:7b)
Rm 8:6; Ap 1:19-20; 2:1-7
As sete parábolas de Mateus 13 possuem estreita relação com as sete igrejas na Ásia descritas em Apocalipse 2 e 3. Esses capítulos apresentam a condição da igreja, desde o primeiro século até a vinda do Senhor. Apocalipse 1:19-20 diz: "Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas. Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas". O Senhor revelou a João a condição das sete igrejas para nos mostrar em que condição nos encaixamos.
A primeira igreja mencionada é a igreja em Éfeso: "Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer" (2:1-3). A igreja em Éfeso começou bem, mas depois se degradou.
O Senhor é Aquele que conhece as nossas obras e, portanto, sabia qual era a condição da igreja em Éfeso. Então, no versículo 4, diz: "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor". Aparentemente os irmãos ali estavam muito bem, mas eles abandonaram o mais importante: o amor do princípio. Em outras palavras, perderam o amor de Deus. Só se preocuparam em fazer obras, mas lhes faltava o amor do princípio, que provém da vida divina.
Algumas igrejas realizam a obra com muito primor, parece que está tudo bem, mas lhes falta negar a vida da alma. Fazem tudo certo, porém falta-lhes a verdadeira motivação, o amor que vem de Deus. Em outras palavras, falta a vida de Deus. Mesmo ganhando o mundo inteiro, podemos perder nossa alma caso não neguemos a nós mesmos (Mt 16:25-26).
Apocalipse 2:7b diz: "Ao vencedor dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus". Isso mostra que a ênfase de Deus está na vida divina. Eles precisavam comer da árvore da vida. A igreja em Éfeso estava numa condição muito ruim, especialmente no período em que Paulo ainda estava vivo. Paulo queria levá-los ao espírito, mas eles não obedeciam às suas palavras, pois permaneciam nos arrazoamentos de sua alma (1 Tm 1:4).
Precisamos nos arrepender. Não apenas mudar a mente; colocando-a no Espírito (Rm 8:6). Muito mais do que isso, devemos negar a vida da alma para que haja crescimento de vida. O que faltava na igreja em Éfeso era o amor do princípio, ou seja, fazer as coisas tendo como fonte a vida de Deus, que é amor. Mas, graças ao Senhor, no meio deles surgiu um grupo de vencedores, os quais se alimentavam da árvore da vida e supriam outros de vida.
Sem negar a vida da alma não há crescimento da vida de Deus. Sem o crescimento da vida divina, não há a manifestação do amor. Sem isso não há como entrar no reino dos céus. Rádio árvore da vida

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A boa terra e a parábola do joio e do trigo

Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro (Mt 13:30)
Mt 13:24-30, 36-43; 1 Co 5:9-11; 6:9-10
Louvamos ao Senhor porque Ele nos revelou que as parábolas de Mateus 13, que falam dos mistérios do reino dos céus, descrevem a condição da igreja ao longo da história. Por isso precisamos aprender os princípios de cada uma delas e extrair as lições necessárias para o nosso viver hoje.
Na semana anterior, vimos que a parábola do semeador mostra que devemos laborar, afofar a terra, tirar as pedras e eliminar os espinhos, arrancando-os e queimando-os com o fogo do Espírito; assim a igreja se tornará uma boa terra, saudável, e produzirá frutos a cem, a sessenta e a trinta por um. Nesta semana veremos as demais parábolas e a relação delas com as sete igrejas em Apocalipse 2 e 3.
A segunda parábola começa a ser narrada no versículo 24 de Mateus 13: "Outra parábola lhes propôs dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo". O solo afofado, livre de pedras e espinhos, se tornou uma boa terra. "Mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no seu campo? Donde vem, pois o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro" (vs. 25-30).
Essa parábola nos adverte para que não caiamos na condição de joio e apresenta a história de igreja, quando, de fato, o joio foi introduzido entre os cristãos na igreja. O semeador semeou a boa semente no campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo e semeou o joio no meio do trigo.
O trigo semeado em boa terra recebeu a umidade e nutrientes do solo para crescer. O joio, por sua vez, concorria com o trigo em busca da água e dos nutrientes da terra, mas o Senhor não permitiu que os servos o arrancassem porque suas raízes estavam entrelaçadas com as raízes do trigo. Arrancando um, inevitavelmente o outro também seria arrancado.
O Senhor orientou os servos a que os deixassem crescer juntos até o tempo da colheita, pois, à medida que os dois crescessem juntos, começariam a se diferenciar. Ao amadurecer, o trigo adquire uma cor dourada, e o joio uma cor escura; isso facilita selecionar um do outro durante a colheita.
Isso se refere à segunda vinda do Senhor, quando Ele, em Seu tribunal, separará aqueles que entrarão no reino daqueles que não poderão entrar (vs. 36-43; 1 Co 5:9-11; 6:9-10). Naquele dia, que será o tempo da colheita, o joio será facilmente identificado, separado do trigo e atado em feixes para ser queimado. O trigo será recolhido no celeiro (Mt 13:30b).
A obra do inimigo é tentar prejudicar o crescimento dos irmãos na igreja, mas devemos procurar o progresso espiritual, mesmo quando a igreja passa por fases difíceis, nas quais parece ser trabalhoso conseguir "nutrientes" espirituais. Ainda assim, precisamos lançar mais raízes e buscar a luz do sol, que representa Cristo, a fim de crescermos mais que as outras coisas. Fonte; rádio árvore da vida


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Quando nosso coração se torna uma boa terra


Para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo (1 Pe 1:7)
Mt 3:11; 1 Co 12:4-6; Ef 4:11-12; Ap 21:18
Algumas epístolas de Paulo nos mostram situações em que ele negou a si mesmo diante de sofrimentos provindos de circunstâncias exteriores, e venceu uma série de obstáculos que podiam impedir o avanço da obra do Senhor em sua época. Isso é bom, mas não é suficiente, visto que a vida da alma costuma aparecer mesmo quando não temos problemas de ordem física, aparente.
Quando estudamos as epístolas de Pedro, recebemos mais ajuda. Por meio de sua primeira epístola, ele nos ajudou a ver que a melhor maneira de lidar com a vida da alma, isto é, com as impurezas da alma, é queimá-Ias, purificá-Ias com o fogo do Espírito assim como se purifica o ouro (1 Pe 1:6-7, 22; Mt 3:11). O ouro de 24 quilates que conhecemos possui percentual de pureza de 99,9%; ele não é 100% puro. Pedro veio nos mostrar como obter esse ouro mais precioso que o ouro perecível. Esse ouro totalmente puro é encontrado na nova Jerusalém, e é semelhante a vidro cristalino (Ap 21:18). Se fosse ouro perecível, sólido, não se poderia ver através dele. Mas ali diz que esse ouro é puro, transparente. Por meio de um constante queimar, o valor da nossa fé é confirmado e se torna muito mais precioso que o ouro perecível.
Aprendemos que, quando nossa vida da alma se manifestar, quer seja pelo orgulho, autossuficiência, ambição ou inveja, devemos colocá-Ia no fogo do Espírito, arrependendo-nos, para ser queimada, eliminada. Se ela vier a se manifestar novamente devemos submetê-Ia ao fogo do Espírito. Praticando assim, a boa terra será obtida, pois terá sido afofada e estará livre de pedras e espinhos para frutificar livremente.
Por isso, sempre que entoarmos o cântico S-38, mencionado ontem, nosso sentimento deve ser de queimar os espinhos que ocupam nosso coração e não somente retirá-los e deixá-los de lado, para não corrermos o risco deles brotarem novamente.
Deus deseja que nós governemos no mundo que há de vir. Para isso, precisamos negar a vida da alma a fim de crescermos em vida e sermos aperfeiçoados (Ef 4:11-12). Dons transformados em ministérios, e ministérios, em operações (1 Co 12:4-6). Uma vez aperfeiçoados assim, estaremos aptos para governar o mundo que há de vir.
O ponto principal da parábola do semeador é queimar a vida da alma, removendo de nosso coração todas as suas impurezas, para que a vida divina continue crescendo em nós e possamos dar frutos abundantes. Aleluia! Fonte: rádio árvore da vida 

A semente que caiu entre os espinhos | |


Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas (Mt 6:31-32)
Mt 13:7, 22
Ontem vimos que a terra à beira do caminho precisa ser afofada, e o solo rochoso tem de ser arado para se removerem as pedras. O resultado desse labor é uma terra abundante para receber as sementes de vida. A terceira condição do solo da parábola do semeador mostra que a terra está pronta (Mt 13:7, 22). A semente brotou e, para se desenvolver, ela precisa da luz solar.
O trigo, por exemplo, possui muitas variedades de sementes. O tipo de clima e terra determinam que variedade deve ser plantada. Além disso, as sementes são selecionadas de acordo com a necessidade de luz solar. Quanto mais luz recebida, maior será o crescimento. Semelhantemente, nós também precisamos da luz proveniente da Palavra de Deus para crescer e amadurecer.
A parábola de Mateus 13 nos mostra que a semente lançada entre os espinhos germinou e cresceu, mas os espinhos também cresceram e a sufocaram. O versículo 22 traz a seguinte explicação: "O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera". Em outras palavras, quando estamos prontos para frutificar, para ser úteis ao Senhor e ao Seu reino, os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam todo investimento feito em nós, toda palavra de Deus que foi armazenada em nós. Essas preocupações também são resultado de se viver para si mesmo. Precisamos dar um fim nisso para nos tornarmos uma boa terra e frutificarmos a cem, a sessenta e a trinta por um.
Em nosso Suplemento de hinos há um cântico chamado "O semeador saiu a semear" (S-38). Ele fala de arrancar os espinhos. Sabemos que os espinhos representam as preocupações provenientes da vida da alma. Os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas operam na esfera da alma independentemente de Deus. Apenas arrancar os espinhos ainda não é suficiente, pois estes podem brotar novamente e sufocar a planta.
Arrancar espinhos pode ser comparado a ter essas preocupações removidas por meio de sofrimentos causados por circunstâncias exteriores. Um irmão sofre um acidente e, então, no leito do hospital, ele ora: “Ó Jesus, tem misericórdia de mim! A partir de hoje vou dar mais tempo para Ti e para Tuas coisas". Entretanto, depois que é curado, se esquece de Jesus e volta para suas próprias coisas. Não é assim que acontece? Esse tipo de sofrimento não é suficiente para lidar com a origem dos espinhos: nossa vida da alma. Amanhã veremos que queimar os espinhos é o melhor caminho para lidar com aquilo que nos sufoca. Fonte: rádio árvore da vida