quinta-feira, 12 de abril de 2012

A principal eficácia da cruz

Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos (Rm 6:6)
Jo 14:26; 19: 25-26; 33-34; Rm 6:6
A eficácia da morte do Senhor na cruz não foi apenas nos perdoar os pecados, mas eliminar a vida da alma, também chamada de velho homem (Rm 6:6). Essa é a principal função da cruz: eliminar o nosso ego. Como temos visto, por um lado o ego é o nosso eu; por outro, são nossas próprias opiniões. Nenhum desses aspectos serve para fazer a vontade de Deus.
Após a morte do Senhor Jesus, o sangue foi derramado para propiciar o perdão dos pecados, e a água foi vertida, dispensando a vida de Deus para nos gerar. João percebeu esses dois aspectos da crucificação porque estava bem próximo da cruz (Jo 19:25-26). Ele também notou a ordem dos acontecimentos: no primeiro momento, o Senhor Jesus morreu; depois, o seu lado foi aberto, de onde fluiu sangue e água (vs. 33-34).
No passado tínhamos um conceito tradicional sobre isso: pensávamos que o Senhor Jesus derramara todo o Seu sangue antes de morrer. Porém, pela descrição atenta de João, que presenciou os fatos de perto, notamos que primeiro houve a morte do Senhor; depois, o derramamento de sangue e água. Na morte do Senhor, nosso velho homem foi crucificado, ou seja, a fonte dos nossos problemas, que é a vida da alma, foi crucificada para dar lugar ao novo homem (Rm 6:6). O problema dos pecados foi resolvido somente depois, pelo derramamento do sangue. O mesmo ocorreu com a geração da igreja, que veio do fluir da vida, ou seja, da água vertida do lado do Senhor.
Assim, vemos que, na crucificação e na morte do Senhor, a prioridade foi eliminar a vida da alma. Conforme o Evangelho de João, a primeira eficácia da crucificação é eliminar o nosso ego. Também é importante a solução dos problemas dos pecados, mas isso aconteceu depois. Pelos escritos de João, registrados muitos anos após os acontecimentos, o Espírito fez lembrar a intenção de Deus implícita na ordem desses fatos e nos revelou essa palavra (Jo 14:26). Logo, aos olhos de Deus, os problemas causados pela vida da alma são mais graves que os problemas oriundos dos pecados.
O apóstolo João foi útil à obra de Deus no final de sua vida, porque na juventude acompanhou o Senhor Jesus de perto, e, na maturidade, o Espírito lhe revelou muitas coisas acerca do plano de Deus. Durante os vinte anos do exílio de João, ele recebeu revelação por parte do Espírito Santo, sendo lembrado de todas as palavras que o Senhor Jesus havia dito. Depois de sua libertação, João foi enviado para a igreja em Éfeso, a quem prestou grande ajuda por ministrar aos irmãos Espírito e vida.
O Espírito Santo utilizou João de uma maneira nova, não só em seu serviço à igreja em Éfeso, mas também por meio de seu evangelho e epístolas. Devemos dar especial atenção às palavras registradas por João, pois, por meio delas, o Espírito também deseja nos falar.
Fonte: radio árvore da vida

terça-feira, 10 de abril de 2012

O significado de seguir o Senhor

Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará (Jo 12:25-26)
Mt 16:24; Mc 9:7; Gl 2:19; 6:14; Ef 4:3; 2 Co 5:14-15
Graças ao Senhor, após sermos purificados pelo Seu sangue, ganhamos a presença de Deus e o direito de participar do viver da igreja. Agora, a vida divina em nós gerada pode crescer e amadurecer. O caminho para isso ocorrer é seguir o Senhor, o que implica negar a nós mesmos e tomar a cruz (Mt 16:24). Quando praticamos isso, temos a realidade da vida da igreja.
Como já vimos, a igreja não é um prédio físico nem uma organização para controlar a conduta das pessoas, mas um ambiente propício para que aqueles que desejam seguir o Senhor possam fazê-lo. Seguimos o Senhor porque reconhecemos que já morremos com Cristo, isto é, que fomos crucificados com Ele (2 Co 5:14-15; Gl 6:14).
O significado de seguir o Senhor é ouvir somente a Ele (Mc 9:7). O problema é que, do ponto de vista da vida da alma, temos diferentes opiniões, até mesmo a respeito da Palavra de Deus. Quando damos ouvidos a todo tipo de opinião e questionamento, não conseguimos seguir o Senhor. Por isso, se queremos segui-Lo, devemos fazer a nossa parte, dando ouvidos apenas ao Senhor. Principalmente quem serve a igreja deve ouvir apenas o Espírito e não ser dominado pela alma. Isso é a vida normal da igreja.
Se alguém deseja seguir o Senhor, precisa negar a si mesmo (Jo 12:25-26). Negar o ego possui dois aspectos: o primeiro é nossa própria pessoa; o segundo, nossas opiniões. Ao seguir o Senhor, muitas vezes abrimos mão de características próprias de nossa personalidade; outras vezes, deixamos de lado nossa opinião. É normal que isso ocorra, porque a disposição de nossa alma, ainda não transformada por Deus, bem como nossas opiniões, podem se tornar um estorvo à Sua vontade. Quando levamos em conta as dificuldades causadas pela nossa vida da alma, já temos motivos suficientes para odiá-la a fim de seguir o Senhor.
Tomar a cruz significa identificar-se com a crucificação do Senhor, reconhecendo que ela também foi nossa própria crucificação (Gl 2:19). Isso significa que, quando Ele foi crucificado, nossa vida da alma também o foi. Se admitirmos isso, nossa alma será colocada em seu devido lugar, ou seja, em submissão à vida divina que está em nosso espírito.
Na igreja, procuramos seguir o Senhor. Por isso o Espírito Santo está constantemente nos mostrando o perigo da vida da alma e a necessidade de rejeitá-la. Assim, quando notamos que ela se manifesta, temos a oportunidade de nos arrepender imediatamente. O arrependimento diz respeito não somente ao reconhecimento dos nossos erros, mas também da real condição de nossa alma diante de Deus. Fonte: rádio árvore da vida

domingo, 8 de abril de 2012

Expandir o evangelho do reino por toda a terra



Entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra (Ap 5:9-10)
Mt 10:7; 28:18-20; Mc 1:38; At 1:8
Louvado seja o Senhor porque Sua obra tem se expandido. Inicialmente ela se concentrava na América do Sul, principalmente no Brasil e outros países. Depois, por causa da necessidade em outros continentes, o Senhor nos abençoou e nos encarregou de pregar o evangelho do reino e realizar Sua obra em outros países, com outras línguas e culturas (2 Co 5:18, 20a).
No Quênia, por exemplo, houve uma conferência com cerca de mil e duzentos irmãos. Entre eles, havia muitos pastores com desejo de conhecer esse novo caminho que o Senhor tem revelado a nós: por um lado, ser aperfeiçoados como sumo sacerdotes, levando o Urim e Tumim, isto é, livros que explicam a Bíblia e dão direção às pessoas que desejam fazer a vontade de Deus, e, por outro, ser aperfeiçoados nas reuniões, recebendo ajuda.
Há também muita comunhão sobre a obra na América do Sul e América Central. Podemos dizer que, nesses últimos três meses, as portas da América Central foram abertas e há muitos irmãos no Brasil recebendo o encargo de ajudar nossos irmãos ali.
Recentemente ouvimos a notícia de que o presidente dos Estados Unidos iria facilitar os trâmites para a obtenção do visto americano pelos brasileiros. No mesmo momento em que ficamos cientes de que a porta da América do Norte estava sendo aberta para nós, dois irmãos nossos que estavam em Miami encontraram um lugar para abrir um bookafé.
Ao ouvir essa notícia, sentimos que o Senhor quer dar aos irmãos de Miami a oportunidade de ter um novo começo ali. Nós estamos levando o evangelho do reino à América do Norte, e Miami é nossa porta de entrada. Nosso encargo é abrir muitos bookafés naquele país e enviar vários colportores para pregar o evangelho do reino às pessoas.
Porque temos procurado praticar aquilo que o Senhor nos revelou, Deus abriu a América do Norte para nós. Os dois irmãos que estavam em Miami, pelo fato de voltarem o coração ao Espírito, não procuraram um estabelecimento segundo seu próprio ponto de vista, mas oraram e dependeram do Senhor. Como resultado, foram conduzidos pelo Espírito a um irmão brasileiro, dono de um restaurante chinês, que os ajudou a encontrar o lugar que precisamos para abrir um bookafé.
Muitos missionários vieram da Europa, dos Estados Unidos e trouxeram o evangelho da graça para nós aqui no Brasil. Por meio da pregação deles, muitas pessoas creram no Senhor e se converteram. Agora queremos retribuir esse benefício, levando o evangelho do reino a eles. Glória a Deus! Fonte: rádio árvore da vida

Participar do mover do Senhor nos outros continentes

Completai, agora, a obra começada, para que, assim como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses. Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem (2 Co 8:11-12)
Rm 15:24, 28; 2 Co 8:1-5
Ontem vimos que as portas da América do Norte estão se abrindo para nós. O Senhor deu essa grande responsabilidade a nós que estamos aqui na América do Sul. Nosso encargo, ao entrar nesses países, é pregar o evangelho do reino. Portanto a obra que se iniciará em Miami será ajudar os filhos de Deus, que já receberam o evangelho da graça, a praticar a palavra do reino.
Nos países árabes, predomina a religião muçulmana. Contudo, em países como os Estados Unidos, o evangelho da graça está presente. Eles já ganharam a salvação, mas precisam avançar: devem saber que o evangelho da graça é para o evangelho do reino. Eles podem estar satisfeitos com o que alcançaram, mas Deus não está. Deus criou o homem para sujeitar a ele o governo do mundo que há de vir, por isso é urgente crescer na vida divina por meio de negar a vida da alma e viver no espírito.
Muitos brasileiros que estão nos Estados Unidos vivem isolados e lutam diariamente para atender a necessidade de subsistência; mas, graças a Deus, eles desejam receber nossa ajuda. Por isso estamos enviando colportores para lá e encorajando-os a encontrar um lugar para o bookafé. Antigamente, nossa ênfase era o local de reuniões, mas hoje buscamos atender a necessidade de todos os filhos de Deus, e o bookafé é o lugar onde todos podem ter comunhão. Esperamos que os irmãos de lá, por meio dessas experiências, cresçam em vida, sejam aperfeiçoados e façam a obra do ministério (Ef 4:12).
Como temos uma grande responsabilidade, estamos colocando o que está ao nosso alcance para atingir essa meta. Muitos irmãos em muitos lugares estão reagindo a esse desafio. Com essa comunhão sobre a necessidade da obra na América do Norte, esperamos que muitos irmãos participem ofertando e dando suporte para a obra ali. A oferta financeira é uma graça (2 Co 8:1-3). Por isso, se os encorajamos a participar, é para que recebam mais graça.
Além desse início de obra na América do Norte, temos de prosseguir na obra do Senhor também nos outros continentes. Louvado seja o Senhor, a obra na África está indo muito bem, e as ofertas têm sido suficientes para a manutenção dos irmãos. Na Europa, que está em crise financeira, precisamos ajudar alguns irmãos que lá estão laborando no evangelho. Esperamos que muitos, diante desse quadro, renovem seus votos.
Contudo, se não negarmos nossa vida da alma, não teremos como levar adiante tudo isso, pois só pensaremos na necessidade de nossa alma. Esperamos que muitos possam reagir positivamente e orar pela obra do Senhor nesses continentes. Além disso, se não pudermos ir fisicamente, nossas ofertas poderão chegar até lá. Vamos todos participar desse mover de Deus na terra. Fonte: rádio árvore da vida

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O fogo do Espírito

Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo (1 Pe 1:6-7)
Ef 4:11-13; 1 Pe 4:12-13
Recebemos do Senhor a comissão de aperfeiçoar os santos para a obra do ministério, para o desempenho do seu serviço (Ef 4:12). Contudo, se queremos ser aperfeiçoados, temos de negar a vida da alma.
Por que há problemas entre os filhos de Deus? Porque todos ainda têm uma vida da alma muito ativa. Se aproveitarmos as situações na vida da igreja para nos voltarmos ao Senhor, seremos iluminados. Debaixo dessa luz, o Espírito irá expor nossa vida da alma. Ao enxergá-la, devemos dizer: “Ó Senhor, eu quero negar a mim mesmo. Não quero viver como no passado, quando negava minha vida da alma apenas nos momentos de sofrimento e depois ela aparecia de novo”.
Na época de Pedro, o Senhor estava presente para expor suas atitudes. Por meio de Sua morte e ressurreição, Ele se tornou o Espírito (1 Co 6:17; 2 Co 3:17a). Hoje Ele está em nós como o Espírito para nos dar vida e também expor nossa condição interior.
Assim como na experiência de Pedro sua fé foi refinada e depurada pelo sofrimento interior, que veio como fogo em seu espírito, e o valor dessa fé se tornou mais precioso do que o ouro corruptível (1 Pe 1:7), nossa vida da alma precisa ser lançada no fogo do espírito para ser queimada.
O resultado disso, segundo o que o próprio Pedro escreveu, é que, diante do tribunal de Cristo, receberemos louvor, glória e honra. Louvor significa ser elogiado, louvado diante de todos; glória se refere a entrar no reino e honra é poder reinar com o Senhor por mil anos. Louvado seja o Senhor! Essa é a nossa meta.
O apóstolo Paulo descreveu muitos sofrimentos pelos quais passou, decorrentes de situações que lhe sobrevieram em suas jornadas. Sofrimentos como esses não necessariamente mudam uma pessoa interiormente, pois, após um acidente ou uma doença, quando a pessoa se recupera, a vida da alma pode continuar muito forte. Mas o sofrimento pelo qual o apóstolo Pedro passou é como um fogo em seu interior, queimando as impurezas de sua alma. Esse tipo de sofrimento produz transformação interior.
Por isso, na igreja, devemos aproveitar cada oportunidade para negar a vida da alma. Na pregação do evangelho, por exemplo, devemos sair com os irmãos para evangelizar nas praças, nas casas, deixando de lado os velhos conceitos, e levar livros que apresentam o evangelho do reino às pessoas. Aleluia! Fonte: radio árvore da vida

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Outras lições com o apóstolo Pedro

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno (Sl 139:23-24)
Mt 16:25-26; 17:24-27
Ontem vimos que a opinião de Pedro foi exposta por Deus no monte da transfiguração (Mt 17:1-5). Após isso, surgiu outra situação em que ele se precipitou; desta vez, quanto à questão dos impostos.
A lei determinava que todo judeu tinha de pagar o imposto do templo. Os que cobravam o imposto, sabendo que Pedro era discípulo do Senhor Jesus, perguntaram-lhe: “Não paga o vosso Mestre as duas dracmas?” (v. 24). Pedro, em si mesmo, imediatamente respondeu: “Sim” (v. 25a). Por que Pedro disse isso? Porque era uma determinação da lei. Ele deveria ter consultado o Senhor, mas não o fez; sua resposta teve origem em si mesmo, em seu impulso natural e em seu conhecimento da lei. No entanto, como estava sem o dinheiro, foi falar com o Senhor.
O Senhor, por Sua vez, antecipando-se, perguntou: “Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos?” (v. 25b). Ao que Pedro respondeu: “Dos estranhos” (v. 26). O Senhor Jesus é o Filho de Deus; logo, não precisava pagar esse imposto.
Novamente Pedro deparava com sua vida da alma, com sua opinião precipitada. Provavelmente percebeu o problema que causara ao afirmar que seu mestre pagava imposto e não sabia como solucioná-lo. O Senhor, então, lhe disse: “Para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti” (v. 27). Em outras palavras, mandou que Pedro fosse pescar para refletir sobre suas ações e se arrepender.
Na verdade, as experiências de Pedro mostram, de fato, como nós somos. Muitas vezes nós deparamos com situações nas quais nossa opinião e nosso ponto de vista afloram de nossa vida da alma. Por isso o Senhor disse que, para ganharmos a salvação completa e comparecermos irrepreensíveis na presença de Deus, precisamos negar a vida da alma (1 Ts 5:23; 1 Pe 1:9).
Cremos que Pedro se arrependeu cabalmente; então, enquanto pescava, fisgou o peixe que tinha na boca uma moeda suficiente para pagar o imposto dos dois.
Há ainda outra experiência de Pedro com a qual podemos aprender lições. Na ocasião da prisão do Senhor Jesus, Pedro lançou mão da espada e cortou a orelha do servo do sacerdote (Mt 26:50-51). Mais uma vez sua vida da alma foi exposta.
Pela misericórdia de Deus, Ele sempre expõe nossa vida da alma, dando-nos chance de nos arrepender na Sua presença. Mesmo servindo o Senhor há tanto tempo na vida da igreja, temos de perceber que ainda precisamos negar a nós mesmos e repreender tudo aquilo que é proveniente de nosso ego caído. Quem vive a vida da igreja em realidade, no espírito, logo percebe isso. Se nossa vida da alma ainda está muito ativa, é porque não a negamos o suficiente. Mas, para que a vida de Deus opere em nós, precisamos vencer nossa alma. Deus sabe como somos fortes em nossa alma, por isso Ele sempre vem expor nossa situação. Fonte: Rádio árvore da vida

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Comparecer diante do tribunal de Cristo


Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras (Mt 16:27)
Mt 16:25-27; 1 Pe 4:17
O Senhor nos tem revelado Sua vontade: Ele deseja que todos os Seus filhos cresçam em vida. Para concretizar essa vontade, no capítulo 16 do Evangelho de Mateus, o Senhor revelou Sua igreja. Ele também mostrou que, para a vida de Deus crescer em nós, precisamos ver quão terrível é a vida da alma e como necessitamos negá-la (vs. 18, 24). Depois de revelar Sua igreja e mostrar a importância de negarmos a nós mesmos, o Senhor disse que voltará com Seus anjos e retribuirá a cada um conforme as suas obras (vs. 26-27). Isso indica que todos nós compareceremos diante do tribunal de Cristo (2 Co 5:10).
No passado fomos ensinados que, diante do tribunal de Cristo, teremos de prestar contas dos nossos pecados. Todavia a verdadeira ênfase desse tribunal não será a questão do pecado, pois, uma vez que cremos em Seu nome, já recebemos o Senhor Jesus e nossos pecados foram perdoados por Ele (At 10:43). Hoje sabemos que mesmo os pecados cometidos após crermos no Senhor, se nós os confessarmos, o sangue de Jesus nos purificará de todos eles (1 Jo 1:7, 9). Não interessa o tamanho do pecado, o sangue do Filho de Deus é eficaz para nos remir. Essa questão do pecado, portanto, não deve ser o grande problema dos filhos de Deus.
A questão é que agora, regenerados, devemos viver a vida da igreja para que a vida divina cresça. Por meio da Palavra, temos clareza de que a maneira de a vida de Deus crescer é mediante um viver de negar a vida da alma. O Senhor utiliza muitas maneiras em nosso viver para que a nossa vida da alma seja exposta. Então, quando confessamos nossa condição e negamos a nós mesmos, permitimos que a vida divina seja acrescentada.
Desse modo, vemos que a vida da igreja é a oportunidade dada por Deus para negarmos a nós mesmos e para a vida divina crescer em nós, a fim de sermos aprovados no tribunal de Cristo. Se, hoje, aproveitarmos essa oportunidade e negarmos a vida da alma, no futuro certamente receberemos louvor, glória e honra (1 Pe 1:7). Fonte: rádio árvore da vida