terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A vida Moderna


Moderna - Rádio Árvore da VidaA evolução social e o modernismo têm contagiado homens e mulheres, que, cada vez mais, moldam-se aos padrões de comportamento e de relacionamento ditados pela mídia e pela própria sociedade. O consumismo e o individualismo atingem os casais modernos e neles imprimem sua nota.
O marido acorda cedo, às vezes mais cedo que a mulher, e sai para o dia inteiro de trabalho.
Almoça fora, pois o tempo não lhe permite estar em casa com a família. 
A mulher, que conquistou seu espaço no mercado de trabalho no século XX, sai igualmente para a labuta, da qual não pode abrir mão, sob pena de comprometer o orçamento doméstico.
Os filhos, que “precisam” ser preparados para o futuro, são cada vez mais “treinados” em escolas com técnicas pós-modernas de pedagogia, pela manhã e, à tarde, fazem aula de judô, natação, inglês, espanhol etc. Nossos filhos são colocados em centros de ensino até para aprender a jogar bola, pasmem!
Então, quando o dia acaba, o marido chega em casa e se vê no direito de assistir a um pouco do telejornal. O jantar se faz na sala mesmo, em frente ao televisor. Depois do telejornal do marido, é a vez da novela da esposa. Os filhos fazem a tarefa escolar ou jogam videogame no computador. Eis a vida moderna.
O que poucos sabem é que essa vida moderna já existe há pelo menos 6.000 anos! A Bíblia apresenta, em Gênesis, capítulo 4, a partir do versículo 17, a descendência de Caim. Ali, podemos ver um homem que tinha duas mulheres (Lameque, casado com Ada e Zilá – versículo 19) e quatro filhos: Jabal, que se preocupava com o sustento (ele possuía rebanhos – versículo 20); Jubal, que buscava alegria (foi o inventor dos instrumentos musicais – versículo 21); Tubalcaim, que não se sentia mais seguro (ele fabricava armas – versículo 22); e Naamá, a única filha, que perdeu a beleza interior( o seu nome significa “aquela que se embeleza” – versículo 22).
Assim, o padrão familiar de um marido com duas mulheres, com filhos absolutamente distantes um do outro, que só se preocupam em ganhar dinheiro, diversão, violência e aparência exterior, tido como um mal moderno, em verdade, iniciou-se muito antes.
Mas o que Deus tem preparado para aqueles que o buscam com sinceridade? Seria a família moderna da atualidade? Não! O que Ele tem para os que O temem é a família abençoada da eternidade!
O Salmo 128 nos mostra essa família: “BEM-AVENTURADO aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e tudo te irá bem. A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao SENHOR.”
O mais importante, caro leitor, é que esse padrão familiar está a nosso alcance. Não precisamos nos espelhar numa sociedade que acha que é moderna, mas que, em verdade, está decadente. Precisamos é olhar para a Palavra de Deus e nela buscar nosso padrão familiar. Jesus é nosso Senhor!
Fonre: Rádio árvore da vida

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pelo arrependimento desfrutamos graça e misericórdia

Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente,  junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (Hb 4:15-16).
Êx 17:1-7; Nm 20:8, 11; 1 Co 10:4; Hb 4:15; 1 Pe 3:18
Alimento Diário - Dong Yu Lan - Árvore da VidaMoisés foi usado por Deus para conduzir o seu povo à terra prometida de Canaã. Ao acampar no deserto e porque não havia água ali, o povo contendeu com ele. Deus, então, ordenou a Moisés que ferisse a rocha para dela sair água e saciar o povo (Êx 17:1-7). Moisés assim o fez, e o povo bebeu daquela água. Em outra ocasião, quando o povo contendeu com Moisés reclamando novamente de sede, o SENHOR lhe ordenou que apenas falasse à rocha (Nm 20:8, 11). Mas Moisés, irado com o povo, levantou a mão e feriu a rocha pela segunda vez; por causa disso o SENHOR não lhe permitiu entrar na terra prometida de Canaã. Apesar de Moisés ter se arrependido diante do SENHOR e pedido para entrar, ainda assim Deus não o permitiu, pois essa atitude tinha implicações que iam contra Seu plano eterno.
Deus planejou para o homem a redenção, que, no tempo determinado por Ele, foi efetuada por Seu Filho na cruz. Segundo esse plano, Cristo deveria ser ferido na cruz, uma única vez, para redimir a humanidade e verter a vida divina para todo o que Nele crê (1 Pe 3:18). No Novo Testamento nos é revelado que a pedra que seguia o povo de Israel no deserto era Cristo (1 Co 10:4). Assim, com base nesses fatos, aquela rocha que verteu água para saciar os israelitas jamais deveria ser ferida duas vezes.
Hoje nosso relacionamento com Deus é proveniente de Sua graça. Deus mesmo se fez um homem em Seu Filho Jesus - nome que significa Jeová, nossa salvação. Ele viveu como um homem normal por trinta e três anos e meio, mas sem pecado, e conheceu as dificuldades e limitações da vida humana. Por meio Dele, desfrutamos de Sua graça e misericórdia quando nos arrependemos, porque Ele se dispôs a cumprir a vontade de Deus, tendo sido ferido por nós na cruz. Por estarmos nesta era, quando nos arrependemos, Deus se compadece de nossas fraquezas e nos salva (Hb 4:15). Ele é Jeová, nossa salvação. Aleluia!
Fonte: Rádio árvore da vida

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Preparando-se desde a juventude para reinar

Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza (1 Tm 4:12)
SI 119:9; Lc 2:41-42; 44-49; At 2:7; 2 Tm 3:15
Alimento Diário - Dong Yu Lan - Árvore da VidaO registro bíblico mostra que, em Sua juventude, Jesus morou em Nazaré, na Galileia, um lugar desprezado, onde cresceu e aprendeu uma profissão. Como o povo de Israel tinha festas solenes determinadas durante o ano para ir adorar ao SENHOR (Lv 23), José e Maria, mesmo vivendo em meio a dificuldades, iam anualmente à Festa da Páscoa, em Jerusalém, para adorar a Deus no templo.
Quando Jesus completou doze anos, participou da festa com Sua família (Lc 2:41-42). A viagem a Jerusalém era feita em grupos de caravanas, e, ao regressarem, os pais de Jesus não perceberam que Ele tinha permanecido na cidade. Quando O procuraram entre os companheiros de viagem, não O encontraram. Aflitos, voltaram a Jerusalém (vs. 44-45). Jesus foi encontrado três dias depois, assentado no templo, ouvindo os mestres da lei e interrogando-os. Todos os que O ouviam admiravam-se de Sua inteligência e de Suas respostas, mesmo sendo tão jovem. Seus pais também ficaram maravilhados (vs. 46-49).
Nessa idade, Ele já estava sendo preparado para se tornar o Rei dos judeus e também o Rei do reino dos céus. O jovem nazareno Jesus provinha de uma cidade de pouca cultura, mas, ainda assim, Sua inteligência impressionava as pessoas. Ele se distinguia entre os jovens de Sua idade. Talvez por esse motivo Natanael tenha se surpreendido quando, mais tarde, ouviu Filipe se  referir a Jesus, ocasião em que perguntou: "De Nazaré pode sair alguma coisa boa?", ao que Filipe respondeu: "Vem e vê" (Jo 1:46).
Assim como Jesus, a maioria de Seus discípulos também vinha da região da Galileia (At 2:7). Grande parte deles não tinha o perfil das pessoas educadas em Jerusalém; eram pessoas humildes, pescadores, mas atenderam prontamente ao chamamento do Senhor para segui-Lo.
Isso nos traz uma lição importante: a busca pela Palavra diferencia um jovem que deseja se preparar para reinar com Cristo, não importando se a cidade onde ele cresceu é próspera ou pobre. Mesmo que as circunstâncias do lugar onde vivemos não nos sejam favoráveis, se temos a prática de buscar a presença de Deus e Sua Palavra, Ele nos faz sábios para a salvação (2 Tm 3:15-16).
O padrão do Senhor Jesus é um excelente exemplo para os jovens e adolescentes de hoje. Muitos deles são trazidos para as reuniões da igreja por seus pais, que desejam vê-los servindo ao Senhor (SI 119:9). Outros vêm espontaneamente, por conta própria, por já terem uma visão de que Deus deseja usá-los, prepará-los para um dia reinar. Convém que os jovens e adolescentes estejam envolvidos no ambiente da igreja, onde são guardados do mundo, aprendem a servir a Deus e se familiarizam com Sua Palavra.
Fonte: Rádio árvore da vida

Deus é justo e amoroso

Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente justos (SI 19:8-9)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A maneira de educar os filhos

Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele (Pv 22:6)
Dt 6:7; Pv 29:17; Ef 6:4
Alimento Diário - Dong Yu Lan - Árvore da VIdaOs adultos, principalmente os pais, têm a responsabilidade de fazer com que as crianças se envolvam no ambiente saudável da igreja. Enquanto são de pouca idade, elas devem ser orientadas e disciplinadas - não apenas em casa, mas também durante as reuniões da igreja. Muitas famílias deixam os filhos à vontade para correr livremente, mesmo no horário das reuniões. Isso se torna algo preocupante, pois estão perdendo a oportunidade de ensinar princípios importantes aos filhos no que se refere a limites, educação e respeito (Pv 29:17; Ef 6:4).
A maneira como as crianças agem é resultado do modo como são conduzidas pelos pais no ambiente familiar. Quando há conferências, muitos irmãos não tomam os assentos da frente porque não conseguem controlar a movimentação dos filhos. Isso mostra que, em casa, essas crianças gozam de muita liberdade e não aprenderam dos pais a devida restrição.
Em muitas igrejas há serviço específico destinado ao cuidado de crianças e jovens. Ali irmãos e irmãs voluntariamente cuidam deles, conforme a faixa etária. Algumas famílias têm o saudável hábito de trazer os filhos para as reuniões de crianças e para as reuniões de jovens. É desejável que isso aconteça. Se desde a infância um filho é conduzido no caminho do Senhor, mesmo quando for adulto não se esquecerá dele.
Na igreja, uma criança de tenra idade já pode receber os princípios da Palavra de Deus, sendo cuidada ao longo dos anos, durante seu crescimento, até que um dia manifeste o desejo de ser salva. Os que cresceram recebendo esse cuidado cuidam hoje de outros jovens; por sua vez, os jovens passam a cuidar de crianças mais novas. Esse cuidado mútuo entre as gerações faz a igreja avançar. Felizmente há, em nosso meio, jovens que já se dedicam a servir ao Senhor e se restringem para chegar mais cedo às reuniões da igreja. O envolvimento com o serviço ao Senhor é uma ótima oportunidade para eles serem treinados e avançarem em suas experiências com Deus.
Ainda assim, os pais precisam estar atentos à condução dos filhos em casa. A maneira como Jesus foi educado indica um caminho saudável a ser trilhado pelos pais. Sigam o exemplo de José e Maria e procurem envolver seus filhos em um ambiente familiar adequado, que inclui as reuniões da igreja. Certamente o jovem Jesus tinha contato com a Palavra de Deus não apenas durante a festa anual da Páscoa, mas já a conhecia pelos ensinamentos que recebeu de José e Maria no ambiente familiar (Dt 6:6-7).
Hoje em dia é preocupante o fato de os pais darem excessiva liberdade às crianças. Recomendo-lhes que ajudem seus filhos a encontrar um ponto de equilíbrio no uso da televisão, computador e jogos, balanceando suas atividades recreativas, esportivas e escolares, lembrando-os de dar a devida atenção à Palavra de Deus. Os pais podem aproveitar a mensagem desta semana para ter comunhão entre si, trocando experiências e fazendo os devidos ajustes na maneira como educam os filhos.
Fonte: Radio àrvore da vida

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A expectativa pela chegada do Rei

Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim (Lc 1:31-32).
Is 7:14; 9:6-7; Mq 5:2; Zc 9:9; Mt 2:1-12; 4:17; 10:7; Hb 2:5; Ap 5:10
Alimento Diário - Dong Yu Lan - Árvore da VidaNo Antigo Testamento estão registradas várias profecias a respeito do nascimento do Rei dos judeus (Is 7:14; 9:6-7; Zc 9:9). Por causa dessas profecias, havia grande expectativa pela chegada do Messias (1 Pe 1:10). O Novo Testamento se iniciou apresentando a genealogia de Jesus e Seu nascimento (Mt 1:1-23). Todavia Ele nasceu não apenas como o Rei dos judeus mas também como o Rei do reino dos céus. De fato, o nascimento de Jesus foi algo muito especial, pois Ele era o próprio Deus que se tornou homem. Maria concebeu do Espírito Santo o Filho de Deus, para que esse bebê, divinamente gerado na humanidade, se tornasse o Rei da nação de Israel e do reino dos céus.
Os magos do Oriente souberam do nascimento de Jesus, viram Sua estrela e se dirigiram para Jerusalém. Lá indagaram ao rei Herodes onde estava o recém-nascido, para poder adorá-Lo (2:1-2). Ao ouvir isso, Herodes se alarmou e convocou os principais sacerdotes e escribas para saber deles a respeito desse nascimento. Por conhecerem as Escrituras, informaram-lhe que fora escrito pelo profeta Miqueias que o Rei dos judeus nasceria em Belém, a menor das cidades de Judá (Mq 5:2; Mt 2:4-6). Herodes, de maneira secreta, voltou a falar com os magos e, ao final, pediu-lhes que fossem a Belém e se informassem bem sobre o menino e que, após O encontrarem, avisassem o rei, porque também queria ir adorá-Lo. Estava mentindo ao dizer isso, pois tinha a intenção de eliminar Jesus ainda recém-nascido.
Sob essa orientação, os magos seguiram viagem, precedidos pela estrela que tinham visto no Oriente, a qual lhes indicou precisamente onde estava o menino. Tomados de grande alegria, entraram na casa e O encontraram com Maria. Prostrados, adoraram a Jesus e Lhe entregaram ofertas de ouro, incenso e mirra. Os magos foram, depois, divinamente advertidos em sonho a não voltar à presença de Herodes, por isso regressaram a sua terra por outro caminho.
Quando Herodes se viu enganado, determinou que fossem mortos todos os meninos de até dois anos de idade em Belém e arredores, para tentar impedir o despontar do Rei Jesus, já que temia perder seu reinado sobre a Judeia, que, na época, estava sob o domínio do Império Romano. Por conta disso, ocorreu um grande massacre de crianças (Mt 2:16-18).
Hoje, ao vermos violência e injustiça na terra, só nos resta aguardar a segunda vinda do Senhor Jesus, que é o Rei de justiça e de paz (Hb 7:1-3). Ele é Siló, apontado nas profecias como o descendente de Judá a quem os povos obedecerão (Gn 49:10). Ele é o Leão da tribo de Judá, que recebeu a bênção e a incumbência de reinar e deseja partilhar essa incumbência conosco (Hb 2:5; Ap 5:10).
Jesus nasceu não apenas como Rei dos judeus mas também como Rei do reino dos céus. Seu nascimento, como Rei, indicava que Seu reino estava próximo. Por isso, quando João Batista iniciou sua pregação, ele advertia as pessoas a se arrependerem, porque estava próximo o reino dos céus (Mt 3:2). O próprio Jesus, em Seu ministério terreno, passou a pregar essas palavras e orientava Seus discípulos a fazerem o mesmo (4:17; 10:7). Por isso ainda hoje necessitamos do arrependimento, pois, quando nos arrependemos e cremos no Senhor, entramos no reino dos céus, e o Senhor Jesus passa a ser nosso Rei.
Fonte: Rádio árvore da vida

O 1º Adão foi feito em alma vivente, o último Adão, em espírito vivificante

(1 Co 15:45)
Reino de DeusNo princípio (antes de Gn 1:2), Deus criou os céus, a terra e os primeiros seres de uma forma muito bela e entregou a administração dessa primeira criação a um arcanjo, que foi constituído como primeiro ministro de Deus. Esse arcanjo estava no Éden, jardim de Deus, e era perfeito em seus caminhos (Ez 28:15). Deus, provedor de todas as coisas, deu-lhe sabedoria e diversas habilidades para administrar o universo (Ez 28:13-14). Seu nome era Lúcifer, cujo nome significa “estrela da manhã e filho da alva” (Is 14:12). Contudo, Lúcifer orgulhou-se de sua formosura e de sua capacidade, o que gerou nele um sentimento de ambição e insatisfação com a posição que ocupava, por isso ambicionou uma posição semelhante à de Deus (Is 14:13-14). Ao rebelar-se contra o Criador, tornou-se o adversário de Deus, Satanás, arrastando consigo uma terça parte dos anjos, que seguiram sua rebelião (Ap 12: 4,9). Por causa disso, Deus julgou a primeira criação, lançando para a terra não só Satanás, mas também os anjos que se rebelaram. Deus também julgou e extinguiu os seres daquela época, inundando através das águas dos mares a terra, tornando-a sem forma e vazia, sendo que as trevas cobriam a face do abismo (Gn 1:2). Então, Satanás se tornou o príncipe desse mundo (Jo 14:30).
Soberania de Deus
Graças ao Senhor, o Espírito de Deus pairava por sobre as águas (Gn 1:2b), haja vista que Deus não criou a terra para ser um caos, mas para ser habitada (Is 45:18). A partir de Gênesis 1:3, vemos como Deus deu início a recriação ou restauração da obra divina. Ele recriou o mundo em seis dias e no sétimo dia descansou. No último dia da recriação (6º dia), o Senhor criou sua mais importante obra — o homem. “E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1:27-28). Portanto, Deus criou o homem e a mulher para restabelecer o reino de Deus na terra. Essa é a missão para a qual Deus nos criou. As demais coisas que foram feitas por Deus, sempre com perfeição, são para o sustento e o deleite do homem.
Espírito
Do pó da terra foi feito o homem e o Senhor soprou em suas narinas o fôlego de vida, que é o espírito humano, tornando o homem um ser tripartido: com corpo, alma e espírito (Gn 2:7). O espírito foi criado para conter o Espírito de Deus, pois Deus é Espírito (Jo 4:24), portanto toda a vez que, em espírito e em verdade, invocamos o nome do Senhor, o Espírito de Deus entra em nós, dando-nos a vida de Deus, que é fundamental para nos edificar como casa espiritual em Jesus Cristo, a Rocha da nossa salvação (Sl 95:1). “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (1 Pe 2:4). Assim disse o Senhor: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha (Mt 7:24-27)
Alma
A alma possui três partes: mente, emoção e vontade, as quais são controladas pela consciência do homem (Sl 13:2; 42:1; 139:14). É por meio da consciência que Deus entra na alma, a fim de que o homem possa ter acesso à mente de Cristo, participar do bom prazer do Senhor e cumprir a vontade de Deus. A consciência, portanto, é uma das partes do espírito do homem, juntamente com a comunhão e a intuição. Sabendo Satanás que o homem foi criado com a missão de restabelecer o reino de Deus, na terra, e que Deus habita no espírito do homem e que a consciência do homem controla a sua alma, Satanás articulou a queda do homem ao induzir Adão e Eva a comerem da árvore proibida do bem e do mal, para que a alma do homem passasse a ter vida própria, autônoma, independente do espírito do homem, “porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn 3.5-6).

Salvação

“Por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5:12). Contudo, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Jesus morreu por nós para nos dar vida e vida em abundância (Jo 10:10). Após ter Jesus entregue o seu espírito, na crucificação, um soldado trespassou com uma lança o lado de Jesus, por onde saiu sangue e água (Jo 19. 34). O sangue redime nossos pecados, enquanto a água é o Espírito de vida, a semente incorruptível que entrou no nosso espírito, regenerando-o. Então, não precisamos nos preocupar com o nosso espírito, porque já está salvo, contudo o Senhor pede para estarmos atentos à nossa alma: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação: na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41). O fim da nossa fé é, pois, a salvação da nossa alma (1 Pe 1:9). Sendo dom de Deus, “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11:1).
Negar a si mesmo
Por sermos descendentes de Adão, nós temos a natureza adâmica, ou seja, temos também a vida da alma, que precisa ser negada constantemente, já que é o meio pelo qual Satanás nos faz pecar. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós (Tg 4.7) No evangelho da graça, Cristo redimiu nossos pecados, mas em relação ao evangelho do reino, o principal adversário de Deus é a vida da alma, o grande aliado de Satanás.
O nosso coração é composto por nossa consciência e alma. Precisamos nos arrepender para restaurar a nossa consciência e ela influenciar a nossa alma. Por isso que temos de buscar uma consciência pura, uma boa consciência, a fim de negar a vida da alma. “ Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8).
Fonte: Ráfio árvore da vida