terça-feira, 26 de junho de 2012

O perigo da nova religião

Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha (Mt 12:30)
Mt 3:2; 9:14; Jo 3:22-24
Vimos que João Batista foi levantado por Deus para ser o precursor do Senhor Jesus e, após o surgimento Deste, ele deveria se desfazer de seus discípulos e seguir o Senhor. Precisamos estar vigilantes e buscar saber qual é nossa posição e função na obra do Senhor a fim de não tropeçarmos, mas prosseguirmos cumprindo toda a justiça de Deus.
João Batista abandonou todas as tradições e a religião de sua época para cumprir a função para a qual Deus o enviou: preparar o caminho do Senhor. A partir do momento em que Cristo surgiu, João deveria ter entregado seus discípulos a Ele e seguido Jesus. Em vez disso, ele manteve um grupo de discípulos, os quais, após sua morte, se uniram aos fariseus, formando uma nova religião.
João Batista abriu mão do templo, do ofício sacerdotal, das vestes sacerdotais, porém, quando seus seguidores aumentaram em número, ele não conseguiu entregá-los ao Senhor Jesus. O fato de manter um grupo de discípulos para si corrompeu seu encargo e sua utilidade para Deus. Seus seguidores ouviram sua pregação: “Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3:2). Como ele próprio não se arrependeu e não seguiu Jesus, seus discípulos não se uniram ao Rei do reino dos céus, mas, após a morte de João Batista, se uniram aos fariseus para contestar as práticas dos discípulos do Senhor (9:14).
Pelo fato de João Batista manter seus discípulos, o resultado foi o surgimento de uma nova religião. Havia até disputas entre eles e os discípulos de Jesus para ver quem batizava mais. Isso mostra que, em algum momento, João Batista deixou de ser o precursor do Senhor e se tornou um concorrente de Jesus (Jo 3:22-24). De fato, os homens mudam, por isso precisamos permanecer na presença do Senhor servindo-O no Espírito; dessa forma, seremos guardados de produzir nossos seguidores e sermos exaltados por eles.
Amados irmãos, jamais pensem que os irmãos que estão sob seu cuidado são seus discípulos. Manter esse tipo de influência sobre as pessoas é um grande risco, principalmente para aqueles que lideram nas igrejas. Ter um grupo de discípulos e ter uma obra à parte do Senhor é atitude de quem vive na alma. Quem vive no Espírito não produz seus seguidores, mas os entrega ao Senhor para segui-Lo. Fonte: rádio árvore da vida

O perigo de apegar-se à própria obra

Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho (1 Pe 5:2-3). Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos (Mt 23:8)
Mt 3:2, 11, 14-17; Jo 1:32-33; At 13:24
No início do Novo Testamento Deus enviou João Batista. Este veio como precursor do Senhor Jesus e tinha como objetivo preparar-Lhe o caminho, pregando a todo o povo de Israel o batismo de arrependimento (At 13:24). João descendia de uma família de sacerdotes, mas, em vez de servir no templo, usar vestes sacerdotais, alimentar-se das ofertas que cabiam aos sacerdotes e oficiar segundo a tradição daquela época, ele abandonou a velha religião e foi para o deserto. Lá usava veste de pelo de camelo, alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre e pregava: “Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3:2).
Deus o enviou para abrir caminho para o Senhor vir com Sua Palavra. Aqueles que se arrependiam, eram batizados por João no rio Jordão. Até o próprio Senhor Jesus foi a ele para ser batizado. João sabia que Jesus era aquele que haveria de vir: “Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (v. 11). As pessoas eram batizadas por João com água a fim de se preparar para receber o batismo Daquele que haveria de vir.
João Batista tinha muitos discípulos, mas, uma vez que o Senhor Jesus foi batizado e deu início ao Seu ministério, ele deveria seguir o Senhor e entregar-Lhe seus discípulos para que Este os batizasse com Espírito e eles se tornassem discípulos de Jesus. Entretanto, mesmo tendo clareza de sua função, sabendo que Jesus era o Cristo e tendo dito que não era digno nem de desatar-Lhe as sandálias, João manteve o seu grupo de discípulos e não O seguiu.
Jesus saiu da Galileia para o Jordão, a fim de que João O batizasse. “Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (v. 14). O Senhor Jesus, então, disse: “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu” (v. 15). Cumprir a justiça é fazer tudo de acordo com a vontade de Deus, ou seja, fazer tudo de acordo com o que Ele determinou.
A seguir, Jesus foi batizado por João, e, ao sair da água, eis que se Lhe abriram os céus, o Espírito de Deus desceu como pomba, vindo sobre Ele, e eis uma voz dos céus, que dizia: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (vs. 16-17).
João Batista testemunhou tudo isso (Jo 1:32-33), o que comprova que ele deveria ter seguido após Jesus para ser batizado com o Espírito e com fogo, mas não o fez. Mesmo depois que o Senhor Jesus foi batizado e iniciou Seu ministério João Batista continuou tendo discípulos que o seguiam. Embora tenha iniciado bem a sua obra, ao conquistar certa posição de destaque, não conseguiu se despojar dela quando Jesus chegou. Pelo contrário, apegou-se à sua própria obra, com seus discípulos, de maneira independente e contrária à vontade de Deus.
Isso é um alerta a todos nós e mostra o grande perigo que há ao ser, temporariamente, bem sucedido naquilo que nos foi confiado. Ninguém que serve ao Senhor deve agir como João Batista. Quando ajudam as pessoas, não devem fazer delas seus seguidores, mas devem entregá-las e direcioná-las ao Senhor.

sábado, 23 de junho de 2012

A importância do batismo com fogo

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provarvos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo (1 Pe 4:12)
1 Pe 1:6-7
Ontem vimos algumas experiências de Pedro com relação às impurezas de sua vida natural, manifestadas em suas opiniões. O que foi registrado a respeito dele tem tudo a ver conosco, pois nós, igualmente, precisamos ver quantas impurezas há em nossa alma e que precisam ser queimadas pelo fogo santificador do Espírito.
Todas as vezes em que nossa vida natural for exposta, precisamos nos voltar ao Senhor e nos arrepender. Embora Ele não esteja conosco fisicamente, como quando ajudou a Pedro, hoje o Senhor é o Espírito que habita em nosso interior e está pronto para nos batizar com fogo, isto é, queimar nossas impurezas (Mt 3:11).
No passado não prestamos atenção à necessidade de ser batizado com fogo, pois pensávamos que os sofrimentos físicos, as dores e as doenças nos serviam para negar a vida da alma. Todavia, pela experiência nossa e dos outros, percebemos que a vida da alma é muito forte, capaz de sobreviver a todas essas tribulações e permanecer intacta.
Somente quando estudamos as epístolas de Pedro é que entendemos que só há uma maneira de terminar com nossa vida da alma: colocá-la no fogo do Espírito assim como o ouro é depurado no fogo (1 Pe 1:6-7; 4:12).
Pedro, na verdade, usou as palavras de João Batista em Mateus 3:11, que falam que o Senhor Jesus batizaria com Espírito Santo “e” com fogo. Por meio das experiências de Pedro nos evangelhos e o que escreveu em sua epístola, ganhamos revelação sobre a função desse fogo: queimar e salvar-nos das impurezas da alma.
O Senhor Jesus não está mais fisicamente no nosso meio para falar a nós, como fazia com os discípulos, e nos advertir sobre o perigo de nosso ser natural e a necessidade de negá-lo. Também, ao sermos repreendidos pelos presbíteros da igreja ou por algum irmão, muitas vezes não somos tocados a ponto de negar nossa vida da alma, mas ficamos magoados ou até mesmo enraivecidos com eles, não percebendo que é o Senhor querendo nos ajudar a queimar as impurezas de nossa alma.
Todavia, uma vez que cremos no Senhor Jesus e fomos batizados com o Espírito, Ele veio habitar em nós e expor nossa vida da alma. Sempre que nos sentimos expostos e invocarmos o nome do Senhor, nos voltando ao espírito, sem nos justificar, conseguimos enxergar quem realmente somos e temos força para nos arrepender.
Os sofrimentos pelos quais o ser humano passa em sua vida – doenças, acidentes, perdas materiais – não são suficientes para queimar a vida da alma, pois, uma vez que a situação é resolvida, a vida natural ainda permanece como se nada tivesse acontecido. Mas, quando voluntariamente colocamos nossas opiniões, atitudes e ações da vida da alma no fogo do Espírito Santo, o Senhor encontra caminho para nos purificar de toda impureza.
Que possamos ouvir o Senhor Jesus como o Espírito em nosso espírito e atentar para a necessidade urgente de negarmos a nós mesmos. Assim como Pedro, sempre que nossa vida da alma for exposta pelas circunstâncias, vamos aproveitar essas situações para nos arrepender imediatamente e ser purificados pelo fogo do Espírito. Louvado seja o Senhor!  Fonte: rádio árvore da vida

A necessidade de queimar as impurezas da alma

Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu meditava, ateou-se o fogo; então, disse eu com a própria língua: Dá-me a conhecer, SENHOR, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade (Sl 39:3-4)
Mt 17:4-5, 24-27; 1 Pe 1:7
O Evangelho de Mateus 3:11 diz: “Ele vos batizará com Espírito Santo e com fogo”. Esse versículo não diz “ou” com fogo, mas “e” com fogo. No Espírito Santo há fogo para queimar as impurezas da alma.
A necessidade de queimar as impurezas da alma ficou evidente para nós na experiência de Pedro. Por ser muito forte em seu temperamento e cheio de opiniões naturais, o Senhor Jesus teve de expor sua vida da alma em várias situações, principalmente durante o tempo em que Pedro Lhe seguiu.
Certa vez, Pedro foi levado pelo Senhor ao monte da transfiguração, onde viu Moisés e Elias. Então seu impulso natural o levou a dizer: “Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias” (Mt 17:4).
Moisés tirou o povo de Israel do Egito, e Elias era profeta, que falava a Palavra de Deus no Antigo Testamento. Portanto ambos possuíam elevada posição para o povo de Israel e eram por eles venerados. Mas uma voz vinda do céu interrompeu o discurso de Pedro, dizendo: “Este é o meu Filho amado; a ele ouvi” (v. 5). Isso expôs a vida da alma de Pedro, que não deveria ter colocado o Senhor Jesus na mesma posição de Moisés e Elias.
Outra experiência de Pedro é relatada em Mateus 17:24-27: “Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto do templo e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti”. Pedro respondeu precipitadamente, sem primeiro consultar o Senhor. Então, para resolver o problema que criara, o Senhor o mandou buscar o valor do imposto na boca de um peixe que ainda iria pescar. Certamente, enquanto esperava pelo peixe, Pedro considerou o que havia feito e se arrependeu.
O Senhor Jesus aproveitava cada situação para expor a vida da alma de Pedro, com suas opiniões e “boas” sugestões, para que ele pudesse perceber quão terrível era sua vida natural, pois só assim ele iria negá-la.
Semelhantemente, hoje, Ele sempre vem expor a nossa vida da alma. Sua intenção é que, ao sermos iluminados, possamos nos arrepender, a fim de que as impurezas em nosso interior sejam queimadas pelo fogo do Espírito e sejamos mais puros do que o ouro depurado (1 Pe 1:7). Louvado seja o Senhor! fonte: rádio árvore da vida

domingo, 10 de junho de 2012

Dons, ministérios e operações (2)


Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério (2 Tm 4:5, 11b)
At 20:24; Rm 12:6-8; 1 Co 12:5, 12-27; 14:1-6, 12; Ef 4:7; Cl 4:17
Vimos que os dons são distribuídos pelo Espírito, os ministérios estão relacionados ao Senhor, e as operações estão ligadas a Deus. Efésios 4:7 nos diz que a graça é concedida segundo a medida do dom de Cristo. Isso mostra que a graça é acrescentada à medida que o dom é exercitado. Graça é Deus dando o Seu filho gratuitamente a nós. Em outras palavras, não necessitamos pagar preço algum ou nos esforçar, basta usar o dom para receber mais de Cristo. Ao usar o dom, Cristo é acrescentado.
Entre os dons mencionados em 1 Coríntios há dons miraculosos, tais como os dons de curar, operações de milagres, variedade de línguas e capacidade para interpretá-las, todavia devemos dar mais atenção aos dons que edificam a igreja (14:1-6, 12) como os que foram listados primeiramente por Paulo: a palavra da sabedoria, palavra do conhecimento, fé. Em Romanos 12:6-8 também são citados esses tipos de dons normais para o viver da igreja.
Quanto mais exercitarmos o dom, mais graça receberemos; quanto mais graça, mais Cristo, e, assim, pelo exercício contínuo do dom surge o ministério. Por exemplo, há sempre irmãos que tocam instrumentos musicais quando nos reunimos, são irmãos que têm o ministério da música. Mas, na verdade, todos nós podemos tocar algum instrumento, mesmo que seja fora de tom. Isto é, temos o dom de músico, mas para nos tornarmos ministros da música precisamos exercitar mais, então a graça será acrescentada, aprenderemos mais e estaremos prontos para tocar o instrumento no qual fomos aperfeiçoados.
O ministério está relacionado ao Senhor (1 Co 12:5). Uma vez que recebemos a vida de Deus, nos tornamos filhos de Deus, e membros do Corpo de Cristo. À medida que exercitamos nossos dons, mais Cristo nos é acrescentado como graça, e assim mais da vida divina é trabalhada em nós, constituindo os ministérios. Os ministérios que recebemos também crescem mediante o exercício: quanto mais experiência obtivermos na obra do Senhor, mais funções desempenharemos. Os versículos 12 a 27 comparam os ministérios com os membros do nosso corpo. Assim como os membros têm diferentes funções, os ministérios também são assim. Como membros do Corpo de Cristo precisamos cumprir fielmente o ministério que nos foi confiado para assim sermos mais úteis ao Senhor (At 20:24; Cl 4:17).
Se alguém deseja ter o ministério de oferta de riquezas materiais também precisa exercitar o dom que recebeu. Todos temos o dom de ofertar e, por isso, espontaneamente separamos os dízimos e ofertas regularmente; dessa forma exercitamos o nosso dom. De acordo com Efésios 4:7, quanto mais ofertarmos, maior será a proporção do dom de Cristo, pois receberemos mais graça. Assim nos tornamos ministros cooperando com Deus em Suas operações.
Primeira Coríntios 12:6 fala de operações ou funções: “Há diversidade nas operações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos”. Os dons e ministérios culminam em operações e funções. Isso é o que acontece na igreja: temos irmãos diáconos, presbíteros, cooperadores e outros são enviados como apóstolos. Quanto mais exercitarmos nossos dons de maneira fiel, mais úteis seremos ao Senhor.
Cada um de nós precisa ver a importância do exercício contínuo dos dons, ministérios e operações que nos foram concedidos pelo Senhor. Isso não deve ser apenas um conhecimento para nós, pois o Senhor necessita de filhos maduros em Sua obra para executar as funções e operações de Deus. Fonte: rádio árvore da vida

Dons, ministérios e operações (1)

Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra (At 6:3-4)
1 Co 12:3-7
O Senhor nos colocou na vida da igreja para sermos aperfeiçoados pelo menos em três aspectos da obra do ministério: no ministério da Palavra, no ministério dos serviços e no ministério de oferta de riquezas materiais.
Para realizar Sua obra Ele concede dons, ministérios e operações aos homens. Para receber dons, ministérios e operações, é necessário estar no espírito. Não basta saber muitas coisas espirituais, ser inteligente e dedicado, é necessário invocar o nome do Senhor para estar no espírito (1 Co 12:3). Quando invocamos “Ó Senhor Jesus!”, confessamos que Jesus é o Senhor e estamos no espírito. Seja no serviço ao Senhor ou em qualquer aspecto da vida da igreja, o mais importante é estar no espírito. Os dons são distribuídos segundo a obra do Espírito visando a um fim proveitoso (v. 7).
O versículo 4 mostra que “os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo”. Os dons estão relacionados ao Espírito. Uma vez salvos e libertos dos pecados, o Espírito Santo nos concede dons e começa a trabalhar em cada um de nós. Há diferentes dons e alguns irmãos têm mais dons que outros, pois são concedidos segundo a capacidade de cada um. Se você tem mais capacidade, o Espírito lhe concede mais dons. Também há diversidade nos ministérios – ou serviços –, mas “o Senhor é o mesmo” (v. 5). Por fim há diversidade nas realizações, mas “o mesmo Deus é quem opera tudo em todos” (v. 6). Os ministérios se relacionam a Cristo, ao passo que as operações estão ligadas a Deus.
Falar por Deus, servir os santos e ofertar são exemplos de dons concedidos pelo Espírito. Por exemplo, de maneira geral, todos separam o dízimo, mas, se surge uma necessidade na obra do Senhor na África, e você, além do dízimo, oferta para suprir a necessidade dos santos, significa que você está exercitando seu dom.
Hoje, a obra do Senhor tem muita necessidade financeira: quer seja na América do Norte, na África, na Europa ou em outros lugares. Essas necessidades são oportunidades para você exercitar seu dom, pois, quando oferta, você exercita o dom que Deus já lhe deu. Se você participa e entrega sua oferta normal, significa que você está exercitando seu dom e Deus pode operar por meio de você.
Se formos fiéis, a obra do Senhor será concluída mais rapidamente. Fonte: Rádio árvore da vida

Galardão ou disciplina

Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo (1 Co 3:14-15)
Mt 8:12; 22:13; 25:30; 16:24-27; 1 Co 3:15; 2 Pe 3:8; Ap 2:7; 3:12; 20:6
Para fazer parte do governo do mundo que há de vir, é preciso aproveitar as oportunidades hoje para crescer em vida por meio de negar a vida da alma e ser aperfeiçoado na obra do Senhor mediante o exercício dos dons. Exercitando os dons, mais graça é acrescentada, e os ministérios são formados. Os ministérios são diversos e podem ser agrupados em três aspectos: da Palavra, dos serviços e de oferta de riquezas materiais. Assim teremos funções, e Deus poderá nos usar para Suas operações na era da igreja e também no reino do mundo vindouro.
Em Mateus 16, depois de revelar que a vida da igreja é seguir o Senhor, tomando nossa cruz e negando a nós mesmos, o Senhor Jesus mostrou que Ele virá e estabelecerá Seu tribunal para julgar todos os Seus filhos e lhes dar galardão ou disciplina. Esse tribunal não é para nos punir, e sim para nos avaliar a fim de definir nossa posição futura no reino.
Sem negar sua vida da alma hoje você não receberá galardão diante do tribunal de Cristo, ou seja, não fará parte do governo no mundo que há de vir. Por já ter recebido a vida de Deus, você não será lançado no lago de fogo, mas será punido e lançado fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes (Mt 8:12; 22:13; 25:30). Esse ranger de dentes é o arrependimento tardio. Talvez, por diversas vezes, você tenha participado de conferências cristãs, ouvido que precisava negar a vida da alma para crescer em vida e ser conformado ao Senhor Jesus, todavia não quis praticar, não quis negar a si mesmo (16:24-27). Se esse for o caso, naquele dia, por ter insistido em manter sua vida da alma, será disciplinado no tribunal de Cristo e lançado nas trevas exteriores.
Por amar os que não cresceram o suficiente, o Senhor não os lançará no lago de fogo, mas os colocará em outro lugar, nas trevas, fora da esfera do gozo do reino, para serem disciplinados e amadurecerem na vida divina (1 Co 3:15). Isso acontecerá durante o milênio. Para o Senhor será como um dia, mas, para os que tiverem sendo disciplinados, será como mil anos (2 Pe 3:8).
Se você, porém, buscar crescer na vida de Deus e ser um vencedor hoje, ganhará o galardão de reinar com Cristo durante os mil anos e desfrutará, com antecedência, a realidade da cidade santa, a nova Jerusalém (Ap 2:7; 3:12; 20:6).
Após o milênio, todos os filhos de Deus, os que reinarão com Cristo e os que forem disciplinados nas trevas e ranger de dentes, estarão maduros para serem introduzidos na nova Jerusalém; todavia o Senhor espera que sejamos servos fiéis e prudentes, que estão dispostos a segui-Lo hoje, a negar a nós mesmos hoje, a negociar nossos talentos hoje, para que o reino nos seja um galardão. Aleluia! Fonte: rádio árvore da vida

Viver no Espírito, negar o eu e negociar os talentos

Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar [...] chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes. Bemaventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos (Ap 11:17-18; 20:6)
Lc 19:16-19; Ap 2:26-27; 11:17-18; 12:5; 19:17-18; 20:6
Hoje em dia, pouco se fala sobre o reino e sua manifestação, porque poucos cristãos viram a necessidade de viver a realidade da vida da igreja nesta era com vistas ao reino que Deus tem preparado para Seus filhos maduros e crescidos na vida divina. Louvamos ao Senhor porque Ele nos deu essa revelação: Deus não confiará a anjos o mundo que há de vir, mas Seu governo será entregue ao homem (Hb 2:5). Por causa dessa revelação temos buscado viver mais no espírito, invocando o nome do Senhor, pois no espírito ganhamos vida e crescemos espiritualmente.
Isso é misericórdia de Deus, pois não somos melhores do que outros irmãos que buscam a verdade. Somos simplesmente “pescadores galileus”, que, por viver no espírito, têm recebido grandes revelações do Senhor.
Vimos que a vida da igreja nos foi dada para negarmos a vida da alma e, assim, recebermos mais vida de Deus. Nela também somos aperfeiçoados para a obra do ministério. Deus nos colocou na vida da igreja e nos deu dons, talentos; quanto mais os usarmos, mais graça ganharemos, isto é, mais Cristo ganharemos, e assim esses dons se tornarão ministérios. Além disso, vimos que, se exercitarmos nossos ministérios, seremos úteis ao Senhor nesta era e, quando o Senhor voltar, poderemos governar as nações (Ap 2:26-27; 12:5).
Hoje há mais de duzentas nações na terra e todos esses reinos desaparecerão; não haverá quem os governe, não haverá presidentes ou reis (19:17-18). As ovelhas, as pessoas boas, que não possuem a vida de Deus, mas têm bom coração, serão os povos na terra durante o milênio e os cristãos vencedores regerão as nações Aleluia! Segundo o empenho com que negociarmos os nossos talentos hoje, o Senhor nos colocará em cargos de maior ou menor responsabilidade no reino para governar sobre as cidades (Lc 19:16-19).
Se aproveitarmos o dia que se chama hoje para praticarmos o que tem sido revelado a nós e nos dispusermos a ser aperfeiçoados em Sua obra, o Senhor nos dará o galardão de reinar com Ele durante mil anos, desfrutando com antecedência a realidade da nova Jerusalém (Ap 11:17-18; 20:6). Aleluia! Fonte; rádio árvore da vida

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A obra completa da cruz




Quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade (Ef 4:22-24)
Jo 3:16; 19:33-34; Ef 2:15; Hb 2:5
O Senhor nos tem mostrado que o objetivo de Deus ao criar o homem é que este governe no mundo que há de vir (Hb 2:5). Infelizmente, no jardim do Éden, o homem foi enganado por Satanás e comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Assim a natureza pecaminosa foi injetada no homem, e sua alma se tornou autossuficiente, isto é, independente de Deus. A essa vida independente de Deus que se instalou na alma humana chamamos de vida da alma.
A vida da alma possui uma parte boa e uma parte má. O inimigo de Deus usa a parte má para induzir o homem a viver no pecado. Mas ele também é capaz de usar a parte boa da vida da alma para impedir Deus de fazer Sua vontade.
Uma vez que Adão e Eva desobedeceram à determinação de Deus e se tornaram pecadores, Deus os expulsou do jardim do Éden, para que não se alimentassem da árvore da vida naquela condição.
Louvado seja o Senhor! Deus ama o homem e enviou Seu Filho unigênito para morrer na cruz e salvar todos os que Nele cressem (Jo 3:16). Os três primeiros evangelhos enfatizaram mais a morte do Senhor Jesus para resolver o problema dos nossos pecados. Então, o apóstolo João, depois de algum tempo, em sua maturidade, recebeu a revelação do Espírito de que primeiro Jesus morrera na cruz para crucificar nosso velho homem, nossa vida da alma, e depois, então, derramou Seu sangue para nos redimir de nossos pecados (Jo 19:33-34).
Além disso, no momento da crucificação do Senhor Jesus, por sempre segui-Lo de perto, João estava junto à cruz e viu que, além de sangue, de Seu lado fluiu água. Essa água representa a vida divina que fluiu de Jesus para gerar a igreja, a fim de nos suprir e encher da vida de Deus.
Vemos, assim, que a obra do Senhor Jesus na cruz foi completa, pois terminou com nosso velho homem; por meio de Seu sangue, nossos pecados foram perdoados, e, por meio da água, Sua vida nos foi dada para nos tornarmos o novo homem (Ef 2:15; 4:24). Mediante Sua redenção o homem foi restaurado para governar o mundo que há de vir.
Todavia, pela nossa experiência, vemos que ainda há a manifestação da vida da alma em nosso viver, mesmo após termos recebido o perdão de pecados e nosso velho homem ter sido terminado na cruz. Como poderemos governar no reino vindouro se o homem natural ainda prevalece em nosso viver? Para resolver essa questão, o Senhor nos deu a igreja.
A igreja não se refere a um lugar físico onde nos reunimos para ouvir mensagens bíblicas. A igreja é a realidade, a esfera do reino dos céus. É nela que recebemos nutrição espiritual para negarmos a vida da alma e aprendermos a andar no caminho do Espírito e vida, praticando a Palavra de Deus. Louvado seja o Senhor! Fonte: rádio árvore da vida

domingo, 3 de junho de 2012

Aperfeiçoados por ouvir e praticar a Palavra

Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo (Ap 1:3)
Jo 14:16-17, 26; Gl 5:18; Ef 4:1; 5:2, 8; 3 Jo 4
João escreveu em seu evangelho detalhes profundos que ainda não haviam sido registrados. Ele deu testemunho do sangue e da água que fluíram do lado do Senhor após Sua morte na cruz. Em razão desse importante relato, obtemos a revelação de que na cruz o Senhor Jesus gerou a igreja, assim como Adão gerou Eva de uma costela retirada de seu lado. Também vemos o cumprimento de uma profecia do Antigo Testamento, segundo a qual nenhum dos ossos do Senhor Jesus seria quebrado (Jo 19:36).
Provavelmente João não entendia muita coisa no momento em que testemunhou os fatos ocorridos com o Senhor na cruz. Mas, quando ele amadureceu, o Espírito da realidade o fez lembrar de tudo o que havia testemunhado na juventude. Graças a Deus por isso!
Paulo também havia recebido revelação acerca do propósito de Deus e escreveu essas palavras em sua Epístola aos Efésios. Infelizmente, os que receberam aquela carta se limitaram a estudá-la e deixaram de lado aquilo que promove a Fé, isto é, a prática da Palavra (1 Tm 1:3-4).
A Fé a que Paulo se referia em sua epístola é o próprio Espírito da realidade, que já havia sido mencionado pelo Senhor Jesus em Seu ministério terreno (Jo 14:16-17). Quando Paulo escreveu a epístola, sua intenção era que a Fé objetiva, o plano eterno de Deus, se tornasse a fé subjetiva dos irmãos. Em outras palavras, Paulo queria que, pelo Espírito da realidade, a igreja recebesse revelação acerca da vontade de Deus e praticasse Sua Palavra. Infelizmente, isso não ocorreu, porque os irmãos permaneceram influenciados pela alma e não se voltaram ao espírito.
No final do primeiro século, foi a vez de João ser utilizado pelo Senhor para aperfeiçoar os irmãos da igreja em Éfeso, levando-os, no espírito, a praticar a palavra que já havia sido ministrada por Paulo. João foi útil àquela igreja porque o Espírito da realidade o fez lembrar de todas as palavras que o Senhor Jesus havia dito (Jo 14:26).
No Espírito da realidade não está apenas o Espírito Santo, mas o Pai e também o Filho. No evangelho, João registrou a revelação de que Deus era inacessível a nós, mas um dia Ele Se encarnou na pessoa do Filho. O Filho, por sua vez, participou de carne e sangue, vivendo na terra com a semelhança da carne pecaminosa, para realizar a obra de redenção e, por meio de Sua morte e ressurreição, tornar-se o Espírito que dá vida. Como o Espírito da realidade, que é o outro Consolador, agora Deus pode estar para sempre conosco!
João confirmou o que já havia sido escrito por Paulo. Em Efésios, vemos que a obra do Pai é nos predestinar para a filiação, dispensando-nos Sua vida. A obra do Filho é nos redimir dos pecados pelo derramamento de Seu sangue. A obra do Espírito Santo, por sua vez, é nos selar, ou seja, todas as vezes que fazemos algo aprovado por Deus, o Espírito Santo nos sela. Que obra maravilhosa o Pai, o Filho e o Espírito fazem em nós!
Vamos valorizar o ministério do apóstolo João em sua maturidade, porque ele nos ajuda a andar na graça, amor, na luz, na verdade e no espírito (Ef 4:1; 5:2, 8; 3 Jo 4; Gl 5:18). Fonte: Rádio árvore da vida

A prioridade para quem quer ser aperfeiçoado

E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim (Lc 22:19)
Jó 42:5-6; 1 Jo 1:9
A vida da alma é a origem de todos os problemas do homem, principalmente no que diz respeito a fazer a vontade de Deus. No Antigo Testamento, por exemplo, vemos a história de Caim, que tentou agradar a Deus por seus próprios métodos, mas fracassou. Outro exemplo é Jó, um homem reto e íntegro que temia a Deus, mas ainda se deixava ser influenciado pela vida da alma. Quando, por fim, Deus se revelou a Jó, ele percebeu a própria condição e abominou a si mesmo, se arrependendo no pó e na cinza (Jó 42:5-6). Isso significa que nossa primeira reação ao nos deparar com a vida da alma deve ser o arrependimento. Para obter arrependimento, precisamos receber uma revelação diretamente do Senhor, que mostra quem nós realmente somos.
Quando pecamos ou nos deixamos ser influenciados pela vida da alma, podemos nos arrepender e confessar os nossos pecados perante o Senhor. Ao aproveitarmos a oportunidade de arrependimento, provamos que o Senhor é fiel e justo para nos perdoar e purificar de todo pecado pelo Seu precioso sangue, pois este é o sangue do Filho de Deus, cuja eficácia é eterna (1 Jo 1:9). Aleluia!
Como já vimos, além de nos perdoar os pecados, o Senhor Jesus crucificou o velho homem, eliminando, assim, na cruz, a fonte da vida da alma. No aspecto objetivo, o problema da vida da alma já foi resolvido pelo Senhor, mas, no aspecto subjetivo, ainda precisamos aplicar isso em nossa experiência cristã. Essa é nossa responsabilidade hoje. Negar a nós mesmos é uma prioridade para nós se queremos seguir o Senhor. Essa foi a principal exigência que o Senhor fez quando disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16:24). Notemos que Ele não mencionou o perdão de pecados, mas apenas a necessidade de negarmos o ego.
Logo, do ponto de vista divino, eliminar a vida da alma é até mais importante do que resolver os problemas dos pecados. Por exemplo, na mesa do Senhor, Ele nos ensina primeiro a dar graças pelo pão, que representa o Seu corpo, entregue por nós. Depois, damos graças pelo cálice, que é o sangue derramado em nosso favor. Primeiro, o Senhor morreu na cruz, isto é, Seu corpo foi partido por nós. Depois, Ele derramou sangue. Esse testemunho é verdadeiro e bastante significativo.
Já recebemos o cálice da bênção, o cálice da nova aliança, mas, se não negarmos o ego, não temos como crescer na vida de Deus. Infelizmente nem todos percebem como é prejudicial e quão danoso é preservar o ego, a vida da alma. Mas, graças ao Senhor, Ele nos tem revelado que podemos nos arrepender. Nós cremos nessa palavra e queremos praticá-la: negar a nós mesmos, tomar a cruz dia a dia e segui-Lo. Fonte: Rádio árvore da vida